quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Diretas-já muda cnoceito político de Quirinópolis

 

Foto;  46 anos após

Passadas  as  eleições de 82 e com tres meses de mandato fui escolhido por unnimidade para o cargo de 1º Secretário da Mesa Diretora  da ALEGO.  

Porém, em Quirinópolis,  nossos adversários perocuravam  nos  ridicularizar por não termos conseguido  audiencia para o prefeito Sodino Vieira. com o governador Iris Resende Machado.

Era um estratégia do governador, receber os prefeitos  para atender pedidos de obras só no segundo ano de governo,  mas isso trazia enorme desgaste, pois o população começava a desconfiar da capacidade de seus representantes e  nosssos adversarios sabiamm criticar com eficácia.

Consultei o prefeito Sodino se topava programar para 22  de  janeiro de 1984,  data do anivrsário da cidade, o primeiro  comício regional pelas Diretas-Ja em Goiás, pois eventos asimm ocorriam em todo o país, exceto em Goiás, por uma deferencia do Iris, com o  general João Figueredo, Presidente da República,  com quem mantinha boa relação.

Com a concordância do prefeito, em menos de uma semana tinha confirmado a presença da 24 deos meus colegas deputados estaduais, 4 deputados feserais, os senadores Lázaro Barbosa e Mauro Borges, além do prtefeito de Goiânia, Nion Albernaz.

O convirte ao  governador Iris Resende deixei em último lugar, quando toda imprensa goiana já estivesse convidada  e   se já preocupava com sua posição. Eaperei que ele tomasse conbecimento do evento, antes de ser convidado. 

Ao levar ao governador  o convitte do prefeito Sodino Vieira e nosso, lembrei que ele ainda não tinha ido a Quirinóólis, nem recebisdo o preveito no Palacio e qjue esse era um momneto importante. Ele me olhoju firmenmente,  pçarabenizou -nos pela iniacitiva,  garantiu sua presença e já marcou a audiência, da qual tinha me referido. Foi um desabafo para todos nós e o Prefeito levantoju  a pauta de reivindicções, que nela continha a construção do Conjunto Rio Preto. Iniciou-se assim um período de muitas conquistas para Quirinóplis.

A festa foi monumental. Comparceram 21 dputados estaduais, 4 deputaos feederais, os sensdores Lázaro Barbosa e Mauro Borges, o de prefeito Nion  Albernaz, prefeitos e vereadoses da região e de várias cidades do Estado. Aém do proprio Iris Resende. A imprensa goiana marcou presença e  população compareceu em massa. como ocoria neste gtipo de maqnifestação por todo o pais.

Foi um marco histórico para Quirinópolis e  para Goiás.


O que diz a IA:
A campanha Diretas Já teve atuação destacada em Goiás, impulsionada pelo contexto político local de oposição ao regime militar. Um dos primeiros comícios de destaque ocorreu em Goiânia no início de 1983, com movimentações significativas que incluíram atos contra a ditadura e pela democracia, como o de 12 de abril de 1984.
  • Início e Contexto: O movimento contra a ditadura militar teve uma das suas primeiras grandes expressões em um comício realizado em Goiânia em 15 de junho de 1983.
  • Apoio Político: Goiás, sob o governo do MDB com Iris Rezende, alinhou-se às forças oposicionistas que buscavam a aprovação da Emenda Dante de Oliveira.
  • Manifestações: A Praça Cívica em Goiânia foi um ponto focal da campanha, com artistas como Belchior participando de atos pró-eleições diretas na capital goiana em abril de 1984.
  • Rejeição: Apesar da mobilização popular em Goiás e no Brasil, a emenda que garantiria as eleições diretas foi rejeitada em abril de 1984.
Apesar da derrota da emenda, a campanha Diretas Já consolidou a resistência democrática no estado e no país.

Quirinópolis, à parrtir do Córego Ágiua Limpa e da Fortaleza

João Crisóstomo de Oliveira foi o primeiro a chegar....

Quirinópolis, a partir pelo Córrego da Ronda

Um explorador visionário

  Custodio Lemos do Prado  veio de Sâo Paulo para explorar a cruação de gado extensiva, em áreas  ricas em pastagens naturais  nas margens de afluentes  dos Rio Paranaiba .

O explorador Custódio Lemos do Prado  tinha uma  mente aberta e planejava  ações para desenvolver a região que acabava de ocupar.  Oportunizou a chegada de outras famílias, com quem partilhou a exploração das pastagens naturais a beita dos manaciais da região.

Havia o perigo de posseiros por isso a necessidade de se vigiar dia e noite  as terras conquistadas. Rondar continuamente , daí o  nome  Córrego da Ronda, o que era feito sob comando do próprio Custódio Lemos

A saga dis primeiros moradores da região

Pedro Gonçalves Rodrigues - Pedro Cecília, morador do Varjão, casou-se com Carlota Correa Neves,e tiveram os filhos Benedito Gonçalves Rodrigues e Maria Gonçalves Rodrigues que  se tornou esposa de fazendeiro José Inácio. O filho apelidado  Benedito Carlota casou-se com Olimpia  Alves Gouveia, da regiuão de Santa Vitória-MG. Tiveram o filho Antonio Alves Rodrigues, que por su vez se casou com Maria Eduarda Inácio, filha de José Inacio.  Depois disso, Benedito Carlota mudou- se para o Córrego dos Cavalos,  próximo ao Lageado, onde criou suas filhas  Dolina Alves Rodrigues que  se casou com Jeronimo Martins da Silva, filho da pioneira Balduína Martins da Silva. A filha mais nova,  Olina Alves Rodrigues veio a se casar com Francisco Rosa Ribeiro, o Chico Preto, neto do pioneiro Francisco Rosa de Morais. 

Entre os que adquiriram terras na beira do Rio Paranaíba, destaca-se o Joaquim Machado, cujos descendentes  são conhecidos como os  Izidios - Joao Gonçalves Rodrigues  ou Joao  Izidio;  Manoel Goncalves Rodrigues-  o Manoel Izídio, que se imtsslou na regão do corrego Lajeado. Geraldo Goncalves Ridrigues - Geraldo Marreco,  se intalou na regiao do ribeirão do Alegre.

São vários os irmãos Gonçalves Rodrigues espalhados por diversas localidades da  região.

A construção do Porto de São Jerônimo

Ao que parece Custódio Lemos do Prado naõ desjava só para si os frutos do que descobira naquelas bandas o rio Paranaíba, na provincia de Goiaz. Ele tinha em mente ações para desenvolver a região que ocupou.  

Tinha conhecimento de incentivos fiscais do governo federal para ocupação em massa dos solos da região. Tratou de fortalecer essa intenção governamantal. Como um visionário percebeu que   os moradores  de todo  extremo o sudoeste de Goias encontravam grandes dificuldades de mobilidade, para deslocar seus produtos, inclusive pecúarios e buscar mercadorias  principalmente do Triângulo Mineiro,  devido a distância do Porto de Santa Rita do Paranaíba, hoje Itumbiara.

Para facilitar este trajeto, o Custódio Lemos do Prado construiu na margem do Rio Parnaíba, próximo a barra do Córrego da Ronda,  diante da foz do Rio Saõ Jerõnimo, o Porto que por este fato foi denominado.


A vida difícil dos Rosa de Morais

 Enquanto a maioria dos pioneiros optaram por áreas de campos abertos ou varjões para a criacao de gado, os irmãos  Francisco Rosa de Morais, Maria Rosa de Morais e Porfírio Rosa de Morais ocuparam areas da região das Sete Lagias, sobretudo nas margen dos córregos  Fundo e Grande, onde  predominava o latosolo vermelho ou rioxo e a vegetaçao de cerradões ou mata atlãntica. Esta tambem foi a escolha dos conteporâneos de eocupação da região -a famlia Martins. A forma encontrada por estas familias para enfrentar as  adversidade foi unirem-se como se fosse a mesma família.

O pioneiro Chico encontrou nas encostas do Paredão, sua companheria Ana Brígida Martins., filha de Brígida, uma ex-escrava que viera com o pionero Joao Crisóstomo de Oliveia,  o primeiro explorador a chegar por estas  bandas, que ocupou áreas próximas do Córrego Água Limpa, na região da Fortaleza.

Assim, Joaqum Pedro Martins casou-se com  Maria Rosa,  irmã do pioneiro Chico e mudou-se para um local a beira do Rio dos Bois, onde construiram o porto do Quinca Pedro. 

Deste ponto interagiam com a sede onde moravam Chico e  Aninha

Em legítima defesa do patrimônio conquistado

Muito se ouve falar de escaramuças com invasores de terras que chegavam de Minas e Sao Paulo para se instalarem em terras ja ocupadas pelo pioneiros da região.

O Córrego da Ronda tem este nome pela necssidade de se vigiar dia e noite suas margens, o que era feito sob comando do próprio Custódio Lemos

As familias do lugar iam se unindo para defender seus interesses. Assim, não era de se estranhar bravos descendentes dos Rodrigues,  como os filhos da Cecilia,  se juntassem com os do Chico Rosa para estes fins.

Muitas cousas se falam destas parcerias.

O pioneiro  Chico Rosa na Cadeia de capital Goiás Velha

Em uma vagem com meu pai, tivemos que passar por um desvio, de Alvorada-TO para a capital velha de Goiâs. De tepente, meu pai padiu para ver a cadeia daquela cidade. 

Foi aí que falou da prisáo seu avô Chico Rosa, em 1902, após uma condenação em Rio Verde.  O velho teve que ir à pè, com outros condenados,  escoltado por policiais que se deslocavam à cavalo.

Meu pai năo entrou em detalhes, pois não os conhecia, mas sabia que a condenaçâo foi devido a defesa de suas terras invadivas na região.

Por volta de 1914, Chico voltou da prisão. Sua esposa Animha tinha decidido distribuir suas terras para os filhos.

Benedito Rosa, um dos mais velhos liderou a reparticăo. Os irmãos Jovino e Josimo Rosa de Morais  foram para terras a beira do rio dos  Bois, onde já se encontrava a tia Maria Rosa e o Joaquim Pedro Martins.  Zequinha Rosa foi sediado na regiao do Córrego da  Pindaíba. Josina Rosa, que planejava se casar com o Sbastiao Ovidio Ribeiro, foi convencida a permanecer na antiga sede da família.

Para esta definicáo, Bendito Rosa de Morais contou com a ajuda do compadre João Antonio Barbosa com quem Chico Rosa deixou dinheiro e orientações para o caso de necessidade sua filha Josina, que o preocupava bastante. Ao tomar conhecimento do retorno de Chico, João Barbosa o procurou para prestar contas. 

Chivo Rosa voltou doente da prisao. Viveu alguns anos com sua Aninha, mas veio a falecer em 1918.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

As contas do governdor Ari Valadão.

 Em 1982, uma  avalanche de votos colocou fim ao regime militar, que ha 18 anos imperava no país. A oposição se uniu e o povo apoiou a luta  pelas eleições diretas e pela volta da democracia. Acuados,  os militares cederam. Em Goiás,  elegeu-se Iris Rezende Machado. 

Para a ALEGO, o movimento elegeu 27 das 41 vagas exixtentes.

O governadoer eleito mostrava as dificuldades deixadas pelo governador Ary Valadão, seu antecessor.

O TCE - Tribunal de Contas do Estado enviou para a apreciação dos deputados estaduais as contas do governador,  com parecer pela aprovação, o que colocava uma pá de cal sobre os  possíveis desmandos e irregularidades denunciadas na camapnha,  que o povo aprovou.

O processo das contas foi distribuido pelo presidente da Comisão de Constituição e Justiça, deputado Moisés Abrão para  ser relatado pelo deputado Angelo Rosa Ribeiro, que foi surpreendido com decisão. 

Aquele processo tinha um peso enorme. Seria fácil jogar com a militacia de Iria Rezende, dando um parecer contrário. 

Apõs aprofundar a discussão com minha assesra Elina Maria de Souza, vimos que o melhor era preparar um parecer que  mostrasse a imposibilidade da aprovação por não ser possível verificar os fatos passados. Com certeza, as informações poderiam  ter  sido manipuladas, mas cabia  ao TCE essa verificação. Como o parecer deste  era pela aprovação, restava a opção de votar contra e criar uma  crise com o  orgão fiscalizador, que logo iria apreciar as contas do governador recem eleito.

Levamos  a bancada a decisão, com imediata reação contra. Não vamos votar a favor deste processo, reragiram alguns parlamentares. Ficopu claro que o melhor seria sobrestar a teramitação do processo,   para que os ânimos fossem serenados.  Com o passar do tempo, viu-se qie o melhor seria aprovar as contas e encerrar o asunto.



sábado, 3 de janeiro de 2026

Em 2026, vamos pensar para votar bem.



 Sob a alegação de não respeitar a constitução brasileira,  desrrespeitar preceitos legais,  éticos e morais na administração pública, com omissão de deveres sobres seus  auxiliares e comandados e por  diversas ilicitudes,  o ex- presidente Lula, após deixar o poder, no seu segundo mandato, foi condenado e  recebeu mais de 500 dias de cadeia. Será que serviu para  refletir sobre seu pasado e  melhorar sua conduta para missões futuras?

O ex-presidente Jair Bolsonaro, sucedeu  a presidente Dilma,   apeada do poder por impeachment, apoiado por forte clamor popular contra os governos considerados corruptos do PT. Bolsonaro, navegou nesta onda  e se elegeu presidente.

Todavia, a  oposição   alegava  que Bolsonaro  promovia uma campanha golpista, para se menter no poder.  Teria trabalhado desde o início para  enfraquecer  as instuições nacionais, e por conseguinte,  minar a democracia. 

Bolsonaro, disputou e perdeu a reeleição, para Lula, liberado  pela justiça e reabilitado  politicamente.  Alegou fraude nas  eleições. Para  contestar, teria  reunido e promovido  uma insurreição de apoiadores, com invasão, ocupação das sedes dos poderes de república,  causando depredação de suas instalações e  de pertences do partrimônio nacional. Os insurgentes esperavam  o apoio  das forças armadas, cujos comandantes se esquivaram de dar continuidade ao movimento golpista.  O  ex-presidente  foi responsabilizado e acusado por via judicial  de tentativa de golpe e outros crimes, sendo condemado a longos anos de prisão, tal como se fez com seus parceiros do ousado movimento.

Năo vamos passar pano para essa gente.

Neste 2026, que é  ano de eleições,  mais uma vez teremos a  chance de valorizar o sentimento de nacionalidade,  goianidade ou mesmo de  pertencimento a uma comunidade, e como cidadãos ,  praticar um voto construtivo.

Culrivar o ódio, querer o pior para a nação que devemos amar,  não   expressa o sentimento cristáo, nem é um propósito aceitável.

Que 2026 seja um ano de reflexões proveitosas, de preparaçâo para uma eleição livre, sem a manipulaçăo das elites no poder ou dos gananciosos, que só pensam em si. 

Vamos desde já  observar os que mercem nossa atenção pela suas lutas em favor  do desenvolvimento econômico e  social,  que leva a  geração de empregos, renda e a um mundo melhor para todos. Não deixemos  em segundo plano os que lutam pelas  causas sociais para  melhorar a saúde, educação,  cultura,  segurança pública, apoio  emergencial  na fome,  cuidado com as crianças, idosos, com os que dependem de ajudas especiais; dos grupos discriminados pela sociedde, da extrema pobrerza,  em especial, dos que mais sofrem . 

 Vamos desde já fugir dos candidatos festeiros de ocasião, os que tem passado de desonestidade, de falta de ética,  falhas morais,  bem como os gananciosos, pois estes  querem o poder pelo poder. Será preciso observar os que merecem seu voto pelo que fizeram pela coletividade ou  que poderão vir a fazer pelo seu histórico de luta. 

Observe as redes sociais. Cheque as informações. Saiba que a internet dá asas a imbecís e a mal intencionados, que não respeitam sua inteligêqncia. Eles usam  verdades para chamar sua atenção,  mas no fim mostram seu propósito do mal. Veja tudo com cuidado.  Discuta com seus amigos. As definições ocorrerão no mes anterior as eleições.  Mudar será preciso, se o eleitor tiver a certeza que será para eleger o melhor.

Que 2026 devolva a confiança na juatiça, na política do bem, no império da paz e na  esperança de dias melhores para Quiroinópolis e para toda nação brasileira.

sábado, 6 de dezembro de 2025

Deu sua vida para salvar o amigo Adolfo José D"Abadia

 A vida pelo juiz amigo Adolfo José da Abadia

Em outro momento da história de Quirinópolis, provavelmente no ano de 1924, o senhor Adolfo José da Abadia, na condição de juiz distrital, presidia eleições que na época se realizavam. O juiz era a maior e mais respeitada autoridade do lugar. Além disso, tratava-se de um pioneiro, um homem que muito empreendia nessa terra, como agropecuarista e comerciante, dono da Fazenda Engenho da Serra, onde criava gado e produzia o açúcar, que era comercializado na região. Além disso, foi colega do governador  Pedro Ludovico, desde a época de estudos no  Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Logo pela manhã o juiz foi avisado, que José Veloso de Matos, um perigoso pistoleiro conhecido por Veloso, por fatos até hoje não bem esclarecidos, laconicamente revelados como oriundos de um momento de desinteligência de Adolfo, encontrava-se nas imediações de sua casa, com a intenção de o exterminar.

 Foi aí que, por seu destemor, Sebastião Meia Légua foi chamado às pressas, pelo próprio juiz, para dar um jeito no valente Veloso. Sem saída, por ser amigo do juiz, aceitou a missão. Após encontrar e ouvir o fora da lei, convidou-o  para juntos voltarem para a região das Sete Lagoas, onde ambos residiam, convencendo-o a evitar maiores complicações, naquele dia de eleição. 

A poucos quilômetros da cidade, em uma passagem no Córrego Cruzeiro, Veloso se atrasou, arrancou de sua arma e detonou-a, atingindo pelas costas o seu acompanhante. Ferido na coluna, caiu sob águas do córrego e, já sem forças, Sebastião pediu que não o matasse pelas costas, quando Veloso, virando-o, explicou suas razões, qual era uma ação por vingança.

Soube-se depois, que há anos passados, em uma festa na casa de José Vicente, morador do Paredão, um amigo e parceiro de Sebastião Meia Légua, por nome Orozimbo Mesquita, tentou matar a tiros o Veloso, que alvejado, teve orelha e face perfuradas por uma bala.

O incidente ocorreu porque Veloso, que acabava de ali chegar  na festa, exigiu que Meia Légua tocasse um tango, alegando que queria dançar, o que de fato fez, com uma carabina a tiracolo, mal disfarçada sob uma longa capa.  Uma mulher desquitada, destemida e amiga do músico, conhecida por América Teixeira, interveio e pediu que o Sebastião tocasse outra música, uma chasquenta, no que foi prontamente atendida. A divergência se tornou evidente, quando Veloso deu vários tiros debaixo da dançarina, causando enorme correria e um conflito entre ele e Meia Légua, que, impossibilitado de se  movimentar, com uma contusão na perna, então, pediu ao seu amigo Orozimbo dar cabo ao desordeiro.

Após matar o Sebastião Meia Légua, Veloso fugiu para a fazenda do Coronel Jacintho Honório da Silva, amigo do juiz e da família da vítima, onde solicitou um almoço. Disse que não queria de graça, pois pagaria com o revólve da fera das Sete Lagoas que tinha acabado de matar. Conta-se que o jov em Joaquim Quirino, ali presentge pegou uma arma para matar o Veloso, mas foi dissuadido pela esposa do coronel. Daí,  Veloso dirigiu-se para a referida região, onde esteve escondido por alguns dias.

Forte esquema policial foi montado, por iniciativa do influente Coronel Antônio Rodrigues Pereira, sogro do juiz, quando soube que o pistoleiro Veloso, que acabava de matar Meia Légua, tinha sido contratado por alguém, para matar seu próprio genro. As operações policiais ficaram a cargo do delegado de polícia de Rio Verde, Catulino Viegas, que foi especialmente contratado para dar solução ao caso. Acossado pelos policiais, sob o comando do Tenente João Ferreira, o criminoso fugiu para as proximidades da Ouroana,escondendo-se na fazenda de Atagiba Jaime, parente do intendente Frederico Gonzaga Jaime, portanto uma pessoa influente em Rio Verde. Daí fugiu para o município de Jataí, onde foi capturado, em seu esconderijo, quando ainda dormia. Contido, tentou fugir, mas foi atingido por tiros dos policiais.

Segundo o relato de populares, que o temiam, Veloso era tido também como um grande feiticeiro. Ele era capaz de sumir e aparecer de qualquer lugar. Na dúvida, para que o mesmo tivesse fim, os policiais crivaram-no de balas, mas foi preciso que o informante, José Bento, que os ajudava em sua perseguição, pois conhecia o desenho dos cascos de cavalo do criminoso, contasse que o mesmo possuía, implantado em suas costas, uma imagem de Santo Antônio, que lhe dava proteção. Assim, decidiram arrancá-la e, emseguida, cortar-lhe o pescoço.

Devido à distância e as dificuldades de traslado à época, ali foi enterrado. A pele de seu rosto e sua orelha, marcados por velhas cicatrizes, foram devolvidos, com um bilhete, informando que "o touro foi abatido próximo a Jataí", e entregues ao Cel. Antônio Rodrigues Pereira, que ao conferir as provas, deu uma grande gargalhada.

Este episódio, de forma resumida, foi lembrado no livro de memórias do Dr. PedroLudovico Teixeira, que como médico estava no povoado   Capelinha, cuidando da saúde do Coronel, a pedido de seu amigo Adolfo, quando os portadores chegaram, com a prova da missão cumprida. Ao perguntar-lhe o motivo da grande alegria, o Coronel disse: livreimeu genro da morte certa, não  entrando em pormenores.

O corpo de Sebastião Ovídio Ribeiro teria sido enterrado em um pequeno cemitério nas proximidades da travessia do  Córrego  Capelinha.

Origem e Feitos de Francisco Rosa Ribeiro

 Origem e Feitos de Francisco Rosa Ribeiro

Francisco Rosa Ribeiro, o Chico Preto, como é conhecido, nasceu em

05/10/1915, na região das Sete Lagoas, Distrito de N. S. D’Abadia do Paranaíba,

hoje Quirinópolis. É filho de Sebastião Ovídio Ribeiro e Josina Rosa de Morais.

Eram seus avôs, pelo lado paterno, Antonio Ovídio Ribeiro e Sebastiana Rita de

Jesus, que vieram de Prata - MG, para trabalhar em terras do Coronel Jacinto

Honório. Pelo materno, Francisco Rosa de Morais, pioneiro das Sete Lagoas,

descendente de portugueses e originário de Araxá - MG, que aqui chegou em

1850, para se juntar a Ana de Jesus, filha da ex-escrava Brígida, que pertencia a

escravaria do João Crisóstomo de Oliveira, o primeiro desbravador desta região. O

apelido Chico Preto veio para diferenciá-lo de Chico Rosa, seu avô e de um primo,

que eram brancos.

Francisco Rosa Ribeiro tinha apenas nove anos, quando perdera seu pai.

Como era o filho mais velho, ajudou sua mãe a criar seus irmãos - Azarias, João,

Maria Luca, Luzia e Cristiano. Com eles cuidavam do gado, das plantações e de

outras atividades da fazenda. O Chico Preto desenvolveu sua habilidade como

líder da família e se fez respeitado pelos irmãos, amigos e companheiros.

Aos 35 anos, após uma longa jornada de vida bem intensa, casou-se com

Olina Alves Rodrigues, uma garota de 17 anos, que era filha de Benedito

Gonçalves Rodrigues (Benedito Carlota) e dona Olímpia Alves Rodrigues. Era

neta do casal Pedro Gonçalves Rodrigues (Pedro Cecília) e dona Carlota Correa

Neves, pelo lado paterno. A índia Maria Alves Rodrigues era sua avó, pelo lado

materno. Do casamento citado resultaram os filhos Ângelo, Aldo, Anádio e Arnaldo

Bartolomeu.

Chico Preto, em 1960, era um modesto criador de gado e produtor de leite,

ou melhor, de creme de leite, um subproduto obtido na fazenda, através de

desnatação mecânica, que era vendido a uma fábrica de laticínios, onde se

transformava em manteiga de leite. Por um determinado tempo, no início dos anos

70, dedicou-se a agricultura, ao plantio de arroz de sequeiro, mas devido as

constantes frustrações de safras, por falta de chuvas, teve que abandonar a

lavoura, plantando capim em seu lugar. Como a sua principal atividade era o

comércio, podia se dizer, então, que ele era um comerciante da zona rural.

Todavia, tinha uma grande paixão: a política. E com o passar dos anos se fez um

influente líder político. Antes mesmo de se casar, já era um militante. Foi

coordenador de campanhas de candidatos a prefeito e membro do PSD – Partido

Social Democrático. Era amigo e companheiro político dos ex-prefeitos Joaquim

Quirino Cardoso e Hélio Campos Leão, já falecidos. Este último, uma legenda

política, que por três vezes administrou o município, em suas etapas de

estruturação, tornando-se o seu grande benfeitor.

Como político Chico Preto sempre discutia com seus amigos os problemas

da região e a forma de resolvê-los. Foi o principal articulador das campanhas

eleitorais dos representantes da região. Ajudou seus companheiros Cory Andrade

Oliveira e João Vieira Neto a se elegeram vereador, cada um por dois mandatos

consecutivos e Valdemar Rosa Martins, por um mandato. Chico Preto também

ajudou a eleger como vereadores seus filhos, Anádio Rosa Ribeiro, por um

mandato e Aldo Rosa Ribeiro, por duas legislaturas. Com seu apoio, o filho Ângelo


Rosa Ribeiro se elegeu deputado estadual em 1982 e 1986, consecutivamente.

Este chegou a ocupar por duas vezes o cargo de secretário estadual de

agricultura e de secretário estadual de planejamento e coordenação, nos governos

de Henrique Santillo e Naphtaly Alves. O Chico Preto, pela sua origem humilde,

muito se orgulha de ter como o filho o primeiro deputado de seu partido filho de

Quirinópolis e o primeiro a ocupar cargos de primeiro escalão no governo de

Goiás.

Sua luta política resultou em importantes conquistas para a região das Sete

Lagoas, como abertura e conservação das estradas, construção de pontes,

escolas, assistência a doentes, prestação de serviços, através da contratação de

dentistas, apoio ao esporte e tantos outros benefícios. Em sua fazenda, construiu

e manteve, com ajudas de pais de alunos, por vários anos, uma escola rural

particular, onde os professores José Freire, João Barreto de Souza, Ivani Borges

Costa e Mário Marques de Almeida puderam ajudar mais de 100 alunos a

conquistar a tão necessária alfabetização e os conhecimentos das disciplinas do

ensino fundamental.

Em 1961, apoiou o candidato João Hércules, que se elegeu prefeito

municipal e recebeu dele operários, máquinas e a missão de abrir, pelo meio de

espessa mata, a rodovia que liga o povoado do Tocozinho à Castelândia, obra a

que se dedicou até o seu final.

Em 1965, quando foi indicado, pelos seus companheiros de oposição,

candidato a vereador, a repressão à atividade política era escancaradamente

exercida, em todo lugar. Em Quirinópolis, também, por aqueles que aqui se

aliavam à ditadura militar. Como político, demonstrou coragem e idealismo,

aceitando uma missão que criava indisposição com o poder absoluto e autoritário

dominante. Em algumas oportunidades participou de sessões da Câmara

Municipal, sob cerceamento de militares, que a todos constrangiam. Eram raros

os líderes que na época aceitavam uma candidatura oposicionista, porque temiam

as perseguições políticas. Desta forma, exerceu um importante papel na defesa

dos ideais democráticos ameaçados aqui e em toda parte do país. E tudo isso,

sem nenhuma remuneração, como era, naquele tempo, a atividade do vereador.

Alguns anos se passaram e se tornou vice-presidente do PMDB de

Quirinópolis e mais tarde seu presidente de honra.

Francisco Rosa Ribeiro repassou aos filhos a paixão pela política e o ideal

de servir com alegria, sem nada exigir em troca. Sua esposa Olina Alves Ribeiro,

sempre o acompanhou e sente-se orgulhosa pela luta de seu esposo e seus filhos,

pelo prazer que todos sentem ao servir aos seus semelhantes, sobretudo os

necessitados, pelos quais sempre dedicou sua atenção. Desde que estão juntos,

nunca deixaram de participar de atividades político-partidária. A sua casa esteve

sempre cheia de gente, como seus filhos, parentes, amigos e, claro, os seus

correligionários. Na hora das eleições ninguém fica em cima do muro.

Como homenagem aos pioneiros, Chico Preto sempre dizia: “Só quem

conheceu a região, como conheci, toda coberta de extensos cerrados e matas, tão

atrasada e improdutiva, pode imaginar todas as dificuldades, sofrimento e os

temores porque passaram os pioneiros, porque, naquele tempo, o desconhecido

dominava e representava uma ameaça constante. Um mundão a perder das

vistas, coberto de cerrados, com gente sem instrução e informação, sem


novidades e que pouco produzia. Era preciso viver, tanto quanto hoje é preciso,

mas não existiam vacinas, médicos, disponibilidade de remédios e outros

recursos. Diante de cobras, bichos ferozes, acidentes graves, doenças perigosas,

quase nada se podia fazer, além de pedir a proteção de Deus.

Para modificar aquela realidade muitos companheiros doaram suas vidas. Por isso

é possível avaliar o tamanho da contribuição que estas famílias e seus

descendentes deram, ao longo de muitos anos, para que o município chegasse

aonde chegou, com todas as facilidades que hoje nele existem. Como testemunha

viva de boa parte destes acontecimentos, penso que mereciam ser

homenageados todos os pioneiros, benfeitores e os valorosos trabalhadores

daquela época, nas pessoas de seus descendentes e familiares”.