sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Coronel Jacinto Honório da Silva - o patrono de Quirinópolis

 Coronel Jacinto Honório da Silva - o patrono de Quirinópolis


Entre os maiores líderes e benfeitores de Quirinópolis, destacou-se Jacinto Honório da Silva, um paulista da cidade de Franca, que nasceu em 1887 e por aqui chegou, no começo do século XX. Era amigo e companheiro do Coronel José Quirino Cardoso, outro baluarte da fundação da cidade, do qual, mais tarde tornou-se genro, unindo as duas famílias pioneiras do lugar.

Ainda jovem, participou da comissão de fundação da velha igreja matriz, considerado marco principal da fundação da cidade de Quirinópolis, como tesoureiro, ao lado do presidente Padre Mariano, de seu sogro, o vice-presidente José Quirino Cardoso e do coronel Antônio Rodrigues Pereira. Ao seu trabalho como tesoureiro se referiu o Coronel Antônio Rodrigues, ao solicitar que se constasse em ata da fundação da igreja, um voto de louvor, ao jovem Capitão Jacinto Honório, pela sua dedicação à arrecadação de fundos, inclusive em terras mineiras.

Com a morte de seu sogro, em 1919, aos 49 anos, poucos meses antes da inauguração da igreja, pela qual tanto se dedicou, desaparecia a figura do velho líder José Quirino Cardoso, que marcou sua passagem como juiz distrital, grande pecuarista e agente ativo do desenvolvimento do Distrito de Nossa Senhora D'Abadia do Paranaíba. Em ordem natural de sucessão, crescia a influência do Cel. Jacinto, desde então, um respeitado líder comunitário.

Em 1931, a Câmara Municipal de Rio Verde mudou o nome do Distrito para Quirinópolis, com o apoio e entusiasmo do agora Coronel Jacinto, em reconhecimento do valor do antigo líder José Quirino Cardoso e sua família.

Em 1930, ocorreu o movimento revolucionário da Aliança Liberal, em Goiás, liderado pelo Dr. Pedro Ludovico. Este se desenrolou inicialmente em terras quirinopolinas, com apoio moral e financeiro dos coronéis Antônio Rodrigues Pereira e Jacinto Honório. O apoio fechado dos ricos coronéis de Quirinópolis, conhecidos e respeitados em toda a região Sudoeste, foi importante no processo de implantação da revolução da Aliança Liberal, por fortalecer o Dr. Pedro Ludovico Teixeira, em seu objetivo de desbancar do poder o Senador Antônio Ramos Caiado, o Totó Caiado, chefe político de Província, desde 1910, e seu intendente Frederico Gonzaga Jaime, em Rio Verde. Este apoio rendeu a gratidão de Dr. Pedro, logo elevado à condição de interventor em Goiás.

Em 1937 a cidade de Quirinópolis já contava com boa estrutura urbana, estava ligada por rodovias ao resto do país e entre sua população havia pessoas de formação universitária, como o médico Sizenando Martins e o farmacêutico Gilberto D`Aparecida Ferreira, que aqui residiam e trabalhavam. Com eles se reuniu o Coronel Jacinto Honório, na casa do primeiro, quando o médico lançou a ideia da emancipação do Distrito, hipótese imediatamente aceita e colocada a público. Em 1940, dava-se o início às obras da cadeia e do alojamento para os soldados, com o apoio financeiro do Coronel Jacinto e do fazendeiro Antônio Estevão de Oliveira, sob a administração do farmacêutico Gilberto D'Abadia Ferreira, fato que fortaleceu o movimento pela emancipação. Após a inauguração destas obras, em 1942, exercendo sua condição de líder Jacinto Honório, com apoio de toda a comunidade, em sábia decisão, deu a Adolfo José da Abadia a missão de levar uma carta pela emancipação e de empenhar-se junto ao Dr. Pedro Ludovico, dado que este era seu amigo pessoal, desde época em que eram estudantes secundaristas, no Rio de Janeiro. Na carta evidenciava o desenvolvimento alcançado pelo Distrito e expressava seu desejo de vê-lo emancipado. Em resposta, o Governador de Goiás disse que ele seria o advogado da causa e que no momento oportuno Quirinópolis seria emancipada. Não tardou, em 31 de dezembro de 1943, a promessa foi cumprida. Em 22 de janeiro de 1944 deu-se a instalação do município.

Coube ao Coronel Jacinto Honório a responsabilidade maior na consolidação do novo município. Para tanto fez a festa de comemoração da instalação do município em sua fazenda, onde recebeu o Exmo. Presidente do Tribunal de Apelação de Goiás, que representou o Dr Pedro Ludovico, na solenidade. Na ocasião o Coronel pediu a nomeação de seu filho José Jacinto da Silva, para assumir a difícil tarefa de primeiro prefeito da cidade. Após seis meses de trabalho estrutural, o Juca, como era conhecido, afastou-se, mas coube ao Coronel a indicação de seu substituto, desta vez o amigo Gilberto D'Abadia, a quem doou uma casa para sede da prefeitura. Um ano após a emancipação, recebeu o amigo Dr. Pedro Ludovico, para a festa do aniversário do município, por ele patrocinada.

Com o fim da era Vargas foram realizadas eleições para os governos estaduais. Em Goiás deixou o poder o Dr. Pedro Ludovico, mas em Quirinópolis continuou grande a influência do Coronel Jacinto Honório.

Em sua residência, nas proximidades do Rio São Francisco, no caminho para o Paredão e Sete Lagoas, em reuniões frequentes, tomava-se as principais decisões de interesse para a comunidade quirinopolina. O Partido Social Democrático – PSD, mantinha-se no poder por longos anos, sob a influencia do poderoso líder. Na prefeitura sucediam-se seus amigos e correligionários, entre eles Garibaldi Teixeira e Helio Campos Leão. Foi na sua fazenda que se aportou o prefeito Hélio Leão, em 1954, para consultar com o velho chefe, então presidente do PSD, sob seu plano de anular a ameaça da oposição nas eleições que se aproximavam, com seu afastamento para que João Batista Rocha, aliado, do Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, então presidente da Câmara, assumisse a prefeitura e se tornasse inelegível, evitando assim uma divisão de forças aliadas, com sua candidatura e a eminente derrota dos aliados, para a União Democrática Nacional-UDN. O plano foi aprovado e desta forma o candidato Joaquim Quirino, do PSD, pode derrotar o forte João Gonzaga Jaime, da UDN.

Em 1958, aos 71 anos, veio a falecer. Sua história confunde-se com a história da cidade que ajudou a construir. Foi pioneiro, grande líder e benfeitor de Quirinópolis. O mais importante dos coronéis da região. Homem de muitos negócios, rico fazendeiro, invernista e grande comerciante de gado. Honesto e respeitado chefe político regional. Assumiu com responsabilidade os grandes desafios públicos da cidade, desde os primeiros dias de sua fundação. Foi o grande condutor da emancipação e cuidou incansavelmente das etapas de consolidação do novo município, até que alcançasse a dimensão que alcançou, na plenitude de seu desenvolvimento. Enquanto viveu comandou de forma altaneira e soberana, a política quirinopolina, sem dar chances aos seus adversários.


Por Angelo Rosa Ribeiro, quirinoolino, Ex- professor da EV-UFGO, ex- deputado estadual, entre 1983-1987 e 1987 - 1991, exu secretário estadual de agricultura , ex-secretário estadual de planejamento  e coordenação, ex-presidente do PMDB de Quirinópolis. 

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Eu também ia fugir?

 O balanço das dividas mostrava uma situação dramática..

Nem tinha pago todos os cabos e o dinheiro acabou.

O jeito era buscar um parceiro para uma providencial ajuda financeira

O João Domingos, lembrei-me, Ao chegar em sua casa, fui direto ao assunto. Estou 20 cabos eleitorais, smotinaá me chingando., o dinheiro acabou e de eu não pagar, nem vou conseguir dormir.. Não sei a que procurar, nem o que fazer

Oi que vc precisa,eu candidato?  - De 30 mil reais, para resolver este caso

Então, vamos resolver. , preenchendo o cheque que estava no balcão.

João, vou em casa buscar o cheque para te dar.

Deixa depois você dá. Vai pagar seu povo..

Terminei o pagamento, por volta das 21 horas.



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Procurava pessoas de cabeças brancas para conversar sobre uma referência histórica de Quirinópolis. 
Entre centenas de fiéis ninguém presenciou aalal mudança do Cruzeiro centenário que existia do lado esquerdo da velha matriz para um novo local

segunda-feira, 6 de julho de 2026

GO-319 - alegria em espírito do Chico Preto, nosso saudoso pai


Na década de 60,  o então candidato a prefeito,   João Hércules.  - pediu apoio ao senhor Francisco Rosa Ribeiro, o Chico Preto,  que, na época , era comercante e influente lider na região das Sete Lagoas,  Em troca,  Chico Preto exigiu a abertura de 16 km de rodovia. pelo meio da mata,  no espigão  da fazenda do Sr Benedito Rosa,  em linha reta, entre o Tocozinho e o Córrego Grande, fugindo dos gargalos e atoleiros da antiga estrada boiadeira, até então usada

 Eleito, o prefeito João Hércules (1961-1965),  cumpriu a promessa e abriu uma estrada com 12 m de leito,  e reabriu a estrada antiga,  até a Castelândia. 

 Para dar apoio  ao maquinista Natão e ao seu ajudante, o Chico Preto comprou uma camionete,  com a qual levava comida  e  os transportava  nos finais de semana para Quirinópolis. Foram 90 dias de serviço. Em 1966,  Chico Prero foi eleito vereador, sem remuneração, em Quiirnópolis.

A historfia se repetiu, depois de 30 anos de luta, com nosso apoio ao candidato Anderson de Paula,  para prefeito. Ele nos garantiu que eleito , se fosse preciso, pousaria na porta do Palácio,  para que o governador Ronaldo Caiado realizasse esse sonho de Quirinopolis. Eles  estão  executando a obra.

O saudoso Chico  Preto,  com certeza,  vibra em alma, como todo nós,  pela realização deste sonhado benefício.







quarta-feira, 1 de abril de 2026

Recordaçoes do Josě Brasil

Em meados de 1960, o senhor José BonsOlhos ds Fonseca , vulgo Jose Basil,   com seus 70 amos, vivia na regiâo do Córrego Grande, nas Sete Lagoas.

Era um conhecdo e admirado trovador, que valorizava a riqueza , a patria, os benfeitores.  Entre versos sapateava, retorcia as pontas do bigode e ao terminar sua trova gritava vivas de contentemento. E todos os presentes, como em um rito,  apludiam e  tambem davam vivas.

Depois de  movo trago de uma boa cachaça, uma nova trova e mais aplausos.
 Era um tipo inusitado. Único por aquelas bandas.

 Sua cultura parecia ser a sulina, onde, os gauchos de fato, apreciam  trovas, sapateados e vivas como bem fazia o velho Josê Brasil. 



Mané Bernado - mecânico de bicicletas, humorista, violeiro e amigo das crianças das Sete Lagoas

                                  
O senhor Manoel Bernardes era uma figura querida por todos. Por sua alegria, versatilidade, criatividade era um fora de serie da  época.

Em 1958, com 7 anos, conheci aquela interessante figura, que  fazia de tudo para animar seus amigos.

Bom violeiro, cantor, fazedor de graças para as criancas, imitando macacos e outros bichos. Manê era tambem mecânico,  ferreiro, funileiro e  inventor, como de um lampeão à querosene para equipar sua bicicleta. Sehundo ele, quanto mais corria mais iluminava e quando parava nas porteiras, continuava a  funcionar.

Amava jogar damas, baralho e até se arriscava no xadrês. Foi por isso que nos aproximamos.
Aprendi muito com ele, inclusive a vencê-lo. 

A vids nos separou por muiitos anos. Soube que votou comigo em disputas eleitorais que enfrentei. Ja velho volteii a encontrá-lo, em um hospital em Goiânia. Soube que estava muito mal e fui ao seu encontro.

Ao adentrar uma enfermaria, chamei por meu parceiro de dsmas. Ele levantou-se e chamou a atenção de todos os internos. Ola, gente!  Este ai era o menimo que estudava jornal, lá na roça, aos 7 amos de idade. Era diferente das outras crisncas.  que só queriam brincar. Foi estudar em Goiânia. Virou deputado e ajudava todo mundo. Claro que houve um excesso nos elogios. Porque ele continuava gentil e querendo agradar as pessoas.

A emoção daquele reencontro foi grande. Manoel disse que a visita melhorou sua saúde.  Prometi voltar logo, mas no segundo dia, jâ havia recebido alta médica.

Manoel Bernardes veio a falecer pouco tempo depois, mas deixou uma grata lembrança a todos qur assim o conhecerram.