Em 1958, com 7 anos, conheci aquela interessante figura, que fazia de tudo para animar seus amigos.
Bom violeiro, cantor, fazedor de graças para as criancas, imitando macacos e outros bichos. Manê era tambem mecânico, ferreiro, funileiro e inventor, como de um lampeão à querosene para equipar sua bicicleta. Sehundo ele, quanto mais corria mais iluminava e quando parava nas porteiras, continuava a funcionar.
Amava jogar damas, baralho e até se arriscava no xadrês. Foi por isso que nos aproximamos.
Aprendi muito com ele, inclusive a vencê-lo.
A vids nos separou por muiitos anos. Soube que votou comigo em disputas eleitorais que enfrentei. Ja velho volteii a encontrá-lo, em um hospital em Goiânia. Soube que estava muito mal e fui ao seu encontro.
Ao adentrar uma enfermaria, chamei por meu parceiro de dsmas. Ele levantou-se e chamou a atenção de todos os internos. Ola, gente! Este ai era o menimo que estudava jornal, lá na roça, aos 7 amos de idade. Era diferente das outras crisncas. que só queriam brincar. Foi estudar em Goiânia. Virou deputado e ajudava todo mundo. Claro que houve um excesso nos elogios. Porque ele continuava gentil e querendo agradar as pessoas.
A emoção daquele reencontro foi grande. Manoel disse que a visita melhorou sua saúde. Prometi voltar logo, mas no segundo dia, jâ havia recebido alta médica.
Manoel Bernardes veio a falecer pouco tempo depois, mas deixou uma grata lembrança a todos qur assim o conhecerram.
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