sábado, 6 de dezembro de 2025

Deu sua vida para salvar o amigo Adolfo José D"Abadia

 A vida pelo juiz amigo Adolfo José da Abadia

Em outro momento da história de Quirinópolis, provavelmente no ano de 1924, o senhor Adolfo José da Abadia, na condição de juiz distrital, presidia eleições que na época se realizavam. O juiz era a maior e mais respeitada autoridade do lugar. Além disso, tratava-se de um pioneiro, um homem que muito empreendia nessa terra, como agropecuarista e comerciante, dono da Fazenda Engenho da Serra, onde criava gado e produzia o açúcar, que era comercializado na região. Além disso, foi colega do governador  Pedro Ludovico, desde a época de estudos no  Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Logo pela manhã o juiz foi avisado, que José Veloso de Matos, um perigoso pistoleiro conhecido por Veloso, por fatos até hoje não bem esclarecidos, laconicamente revelados como oriundos de um momento de desinteligência de Adolfo, encontrava-se nas imediações de sua casa, com a intenção de o exterminar.

 Foi aí que, por seu destemor, Sebastião Meia Légua foi chamado às pressas, pelo próprio juiz, para dar um jeito no valente Veloso. Sem saída, por ser amigo do juiz, aceitou a missão. Após encontrar e ouvir o fora da lei, convidou-o  para juntos voltarem para a região das Sete Lagoas, onde ambos residiam, convencendo-o a evitar maiores complicações, naquele dia de eleição. 

A poucos quilômetros da cidade, em uma passagem no Córrego Cruzeiro, Veloso se atrasou, arrancou de sua arma e detonou-a, atingindo pelas costas o seu acompanhante. Ferido na coluna, caiu sob águas do córrego e, já sem forças, Sebastião pediu que não o matasse pelas costas, quando Veloso, virando-o, explicou suas razões, qual era uma ação por vingança.

Soube-se depois, que há anos passados, em uma festa na casa de José Vicente, morador do Paredão, um amigo e parceiro de Sebastião Meia Légua, por nome Orozimbo Mesquita, tentou matar a tiros o Veloso, que alvejado, teve orelha e face perfuradas por uma bala.

O incidente ocorreu porque Veloso, que acabava de ali chegar  na festa, exigiu que Meia Légua tocasse um tango, alegando que queria dançar, o que de fato fez, com uma carabina a tiracolo, mal disfarçada sob uma longa capa.  Uma mulher desquitada, destemida e amiga do músico, conhecida por América Teixeira, interveio e pediu que o Sebastião tocasse outra música, uma chasquenta, no que foi prontamente atendida. A divergência se tornou evidente, quando Veloso deu vários tiros debaixo da dançarina, causando enorme correria e um conflito entre ele e Meia Légua, que, impossibilitado de se  movimentar, com uma contusão na perna, então, pediu ao seu amigo Orozimbo dar cabo ao desordeiro.

Após matar o Sebastião Meia Légua, Veloso fugiu para a fazenda do Coronel Jacintho Honório da Silva, amigo do juiz e da família da vítima, onde solicitou um almoço. Disse que não queria de graça, pois pagaria com o revólve da fera das Sete Lagoas que tinha acabado de matar. Conta-se que o jov em Joaquim Quirino, ali presentge pegou uma arma para matar o Veloso, mas foi dissuadido pela esposa do coronel. Daí,  Veloso dirigiu-se para a referida região, onde esteve escondido por alguns dias.

Forte esquema policial foi montado, por iniciativa do influente Coronel Antônio Rodrigues Pereira, sogro do juiz, quando soube que o pistoleiro Veloso, que acabava de matar Meia Légua, tinha sido contratado por alguém, para matar seu próprio genro. As operações policiais ficaram a cargo do delegado de polícia de Rio Verde, Catulino Viegas, que foi especialmente contratado para dar solução ao caso. Acossado pelos policiais, sob o comando do Tenente João Ferreira, o criminoso fugiu para as proximidades da Ouroana,escondendo-se na fazenda de Atagiba Jaime, parente do intendente Frederico Gonzaga Jaime, portanto uma pessoa influente em Rio Verde. Daí fugiu para o município de Jataí, onde foi capturado, em seu esconderijo, quando ainda dormia. Contido, tentou fugir, mas foi atingido por tiros dos policiais.

Segundo o relato de populares, que o temiam, Veloso era tido também como um grande feiticeiro. Ele era capaz de sumir e aparecer de qualquer lugar. Na dúvida, para que o mesmo tivesse fim, os policiais crivaram-no de balas, mas foi preciso que o informante, José Bento, que os ajudava em sua perseguição, pois conhecia o desenho dos cascos de cavalo do criminoso, contasse que o mesmo possuía, implantado em suas costas, uma imagem de Santo Antônio, que lhe dava proteção. Assim, decidiram arrancá-la e, emseguida, cortar-lhe o pescoço.

Devido à distância e as dificuldades de traslado à época, ali foi enterrado. A pele de seu rosto e sua orelha, marcados por velhas cicatrizes, foram devolvidos, com um bilhete, informando que "o touro foi abatido próximo a Jataí", e entregues ao Cel. Antônio Rodrigues Pereira, que ao conferir as provas, deu uma grande gargalhada.

Este episódio, de forma resumida, foi lembrado no livro de memórias do Dr. PedroLudovico Teixeira, que como médico estava no povoado   Capelinha, cuidando da saúde do Coronel, a pedido de seu amigo Adolfo, quando os portadores chegaram, com a prova da missão cumprida. Ao perguntar-lhe o motivo da grande alegria, o Coronel disse: livreimeu genro da morte certa, não  entrando em pormenores.

O corpo de Sebastião Ovídio Ribeiro teria sido enterrado em um pequeno cemitério nas proximidades da travessia do  Córrego  Capelinha.

Origem e Feitos de Francisco Rosa Ribeiro

 Origem e Feitos de Francisco Rosa Ribeiro

Francisco Rosa Ribeiro, o Chico Preto, como é conhecido, nasceu em

05/10/1915, na região das Sete Lagoas, Distrito de N. S. D’Abadia do Paranaíba,

hoje Quirinópolis. É filho de Sebastião Ovídio Ribeiro e Josina Rosa de Morais.

Eram seus avôs, pelo lado paterno, Antonio Ovídio Ribeiro e Sebastiana Rita de

Jesus, que vieram de Prata - MG, para trabalhar em terras do Coronel Jacinto

Honório. Pelo materno, Francisco Rosa de Morais, pioneiro das Sete Lagoas,

descendente de portugueses e originário de Araxá - MG, que aqui chegou em

1850, para se juntar a Ana de Jesus, filha da ex-escrava Brígida, que pertencia a

escravaria do João Crisóstomo de Oliveira, o primeiro desbravador desta região. O

apelido Chico Preto veio para diferenciá-lo de Chico Rosa, seu avô e de um primo,

que eram brancos.

Francisco Rosa Ribeiro tinha apenas nove anos, quando perdera seu pai.

Como era o filho mais velho, ajudou sua mãe a criar seus irmãos - Azarias, João,

Maria Luca, Luzia e Cristiano. Com eles cuidavam do gado, das plantações e de

outras atividades da fazenda. O Chico Preto desenvolveu sua habilidade como

líder da família e se fez respeitado pelos irmãos, amigos e companheiros.

Aos 35 anos, após uma longa jornada de vida bem intensa, casou-se com

Olina Alves Rodrigues, uma garota de 17 anos, que era filha de Benedito

Gonçalves Rodrigues (Benedito Carlota) e dona Olímpia Alves Rodrigues. Era

neta do casal Pedro Gonçalves Rodrigues (Pedro Cecília) e dona Carlota Correa

Neves, pelo lado paterno. A índia Maria Alves Rodrigues era sua avó, pelo lado

materno. Do casamento citado resultaram os filhos Ângelo, Aldo, Anádio e Arnaldo

Bartolomeu.

Chico Preto, em 1960, era um modesto criador de gado e produtor de leite,

ou melhor, de creme de leite, um subproduto obtido na fazenda, através de

desnatação mecânica, que era vendido a uma fábrica de laticínios, onde se

transformava em manteiga de leite. Por um determinado tempo, no início dos anos

70, dedicou-se a agricultura, ao plantio de arroz de sequeiro, mas devido as

constantes frustrações de safras, por falta de chuvas, teve que abandonar a

lavoura, plantando capim em seu lugar. Como a sua principal atividade era o

comércio, podia se dizer, então, que ele era um comerciante da zona rural.

Todavia, tinha uma grande paixão: a política. E com o passar dos anos se fez um

influente líder político. Antes mesmo de se casar, já era um militante. Foi

coordenador de campanhas de candidatos a prefeito e membro do PSD – Partido

Social Democrático. Era amigo e companheiro político dos ex-prefeitos Joaquim

Quirino Cardoso e Hélio Campos Leão, já falecidos. Este último, uma legenda

política, que por três vezes administrou o município, em suas etapas de

estruturação, tornando-se o seu grande benfeitor.

Como político Chico Preto sempre discutia com seus amigos os problemas

da região e a forma de resolvê-los. Foi o principal articulador das campanhas

eleitorais dos representantes da região. Ajudou seus companheiros Cory Andrade

Oliveira e João Vieira Neto a se elegeram vereador, cada um por dois mandatos

consecutivos e Valdemar Rosa Martins, por um mandato. Chico Preto também

ajudou a eleger como vereadores seus filhos, Anádio Rosa Ribeiro, por um

mandato e Aldo Rosa Ribeiro, por duas legislaturas. Com seu apoio, o filho Ângelo


Rosa Ribeiro se elegeu deputado estadual em 1982 e 1986, consecutivamente.

Este chegou a ocupar por duas vezes o cargo de secretário estadual de

agricultura e de secretário estadual de planejamento e coordenação, nos governos

de Henrique Santillo e Naphtaly Alves. O Chico Preto, pela sua origem humilde,

muito se orgulha de ter como o filho o primeiro deputado de seu partido filho de

Quirinópolis e o primeiro a ocupar cargos de primeiro escalão no governo de

Goiás.

Sua luta política resultou em importantes conquistas para a região das Sete

Lagoas, como abertura e conservação das estradas, construção de pontes,

escolas, assistência a doentes, prestação de serviços, através da contratação de

dentistas, apoio ao esporte e tantos outros benefícios. Em sua fazenda, construiu

e manteve, com ajudas de pais de alunos, por vários anos, uma escola rural

particular, onde os professores José Freire, João Barreto de Souza, Ivani Borges

Costa e Mário Marques de Almeida puderam ajudar mais de 100 alunos a

conquistar a tão necessária alfabetização e os conhecimentos das disciplinas do

ensino fundamental.

Em 1961, apoiou o candidato João Hércules, que se elegeu prefeito

municipal e recebeu dele operários, máquinas e a missão de abrir, pelo meio de

espessa mata, a rodovia que liga o povoado do Tocozinho à Castelândia, obra a

que se dedicou até o seu final.

Em 1965, quando foi indicado, pelos seus companheiros de oposição,

candidato a vereador, a repressão à atividade política era escancaradamente

exercida, em todo lugar. Em Quirinópolis, também, por aqueles que aqui se

aliavam à ditadura militar. Como político, demonstrou coragem e idealismo,

aceitando uma missão que criava indisposição com o poder absoluto e autoritário

dominante. Em algumas oportunidades participou de sessões da Câmara

Municipal, sob cerceamento de militares, que a todos constrangiam. Eram raros

os líderes que na época aceitavam uma candidatura oposicionista, porque temiam

as perseguições políticas. Desta forma, exerceu um importante papel na defesa

dos ideais democráticos ameaçados aqui e em toda parte do país. E tudo isso,

sem nenhuma remuneração, como era, naquele tempo, a atividade do vereador.

Alguns anos se passaram e se tornou vice-presidente do PMDB de

Quirinópolis e mais tarde seu presidente de honra.

Francisco Rosa Ribeiro repassou aos filhos a paixão pela política e o ideal

de servir com alegria, sem nada exigir em troca. Sua esposa Olina Alves Ribeiro,

sempre o acompanhou e sente-se orgulhosa pela luta de seu esposo e seus filhos,

pelo prazer que todos sentem ao servir aos seus semelhantes, sobretudo os

necessitados, pelos quais sempre dedicou sua atenção. Desde que estão juntos,

nunca deixaram de participar de atividades político-partidária. A sua casa esteve

sempre cheia de gente, como seus filhos, parentes, amigos e, claro, os seus

correligionários. Na hora das eleições ninguém fica em cima do muro.

Como homenagem aos pioneiros, Chico Preto sempre dizia: “Só quem

conheceu a região, como conheci, toda coberta de extensos cerrados e matas, tão

atrasada e improdutiva, pode imaginar todas as dificuldades, sofrimento e os

temores porque passaram os pioneiros, porque, naquele tempo, o desconhecido

dominava e representava uma ameaça constante. Um mundão a perder das

vistas, coberto de cerrados, com gente sem instrução e informação, sem


novidades e que pouco produzia. Era preciso viver, tanto quanto hoje é preciso,

mas não existiam vacinas, médicos, disponibilidade de remédios e outros

recursos. Diante de cobras, bichos ferozes, acidentes graves, doenças perigosas,

quase nada se podia fazer, além de pedir a proteção de Deus.

Para modificar aquela realidade muitos companheiros doaram suas vidas. Por isso

é possível avaliar o tamanho da contribuição que estas famílias e seus

descendentes deram, ao longo de muitos anos, para que o município chegasse

aonde chegou, com todas as facilidades que hoje nele existem. Como testemunha

viva de boa parte destes acontecimentos, penso que mereciam ser

homenageados todos os pioneiros, benfeitores e os valorosos trabalhadores

daquela época, nas pessoas de seus descendentes e familiares”.

Qurinópolis: As principais conquista do Deputado Estadual Ângelo Rosa Ribeiro

 Clarões - Qurinópolis: As principais conquista do Deputado Estadual Ângelo Rosa Ribeiro

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Anexosdom., 29 de ago. de 2010, 18:24
para mimhoradoangelo.agora

 

As principais conquistas, por municípios.

 

 Eleito deputado estadual, em 1982, com aproximadamente 16 mil votos, quase que exclusivamente concentrados em Quirinópolis, Paranaíguara e Maurilândia, tinha como principal objetivo cumprir os compromissos de campanha e consolidar uma área de influência política de Quirinópolis, na região. Era preciso conquistar parceiros para fortalecer o poder de reivindicação regional, mas isto demandava muito trabalho. Os pontos de convergência eram: proximidade entre os municípios, que facilitava a interação e as carências a serem trabalhadas, como falta de infra-estruturas, baixos desempenhos de setores, como educação, saúde, segurança e de outras áreas a serem enfrentados, já que era acentuado o atraso no Extremo-Sudoeste Goiano.

No final do primeiro mandato, após muita dedicação, com uma equipe de trabalho montada, com gente da própria região, tinha conseguido muitos avanços. Para isso foi importante a ajuda, que sempre precisa ser lembrada, do ex-prefeito de Caçú, Abel Barbosa Guimarães, a época um grande líder da região, a quem tenho enorme dívida de gratidão, pois, através dele, pude ter acesso às lideranças de vários municípios e conquistar seus apoios, que resultaram em parcerias frutíferas, pelos benefícios canalizados para seus municípios e na garantia de em um segundo mandato na Assembléia de Goiás.

 Pude trabalhar ao lado de prefeitos como Sodino Viera de Carvalho, de Quirinópolis; Antonio Resende Sobrinho e José Carlos dos Santos, de Maurilândia; Cícero Gonçalves da Silva e Lázaro Soares de Aquino, de Paranaíguara; Oldack Musa dos Santos, de Caçú; Valdemar de Freitas Sampaio, de Itajá; Adão Alves dos Santos, de Aporé e uma plêiade de lideranças da região, cujos nomes eu pediria permissão para não citar, para não ser injusto com ninguém, já que não foram poucos os presidentes de diretórios partidários, presidentes de Câmaras Municipais, vereadores, presidentes de entidades, como sindicatos, cooperativas e outras que passaram a formar comigo uma rede de trabalho em prol da região.

 O sofrimento foi grande, para o cumprimento desta missão, posso garantir. Até hoje ouço queixas da minha própria família, de quem abri mão do convívio necessário, para dedicar aos mandatos de representação popular. Não foram poucas as madrugadas, sem dormir, por estradas ruins, para cumprir compromissos no interior, nos fins de semanas e voltar à Goiânia, ainda às segundas-feiras, ao plenário da Assembléia, onde deveria estar sempre presente, para não me tornar um deputado gazeteiro. No início não existiam estradas asfaltadas entre Quirinópolis e as cidades vizinhas de Gouvelândia, Inaciolândia, Cachoeira Dourada, Paranaíguara, São Simão, Caçú, Itarumã, Itajá, Lagoa Santa e Aporé. Longe da região Sudoeste estava Itapuranga, o quarto município da pequena base eleitoral da minha primeira eleição de deputado estadual. Para chegar  lá era preciso enfrentar um  longo trecho de estrada encascalhada e pedregosa, à partir de Itaberaí. O prefeito era o saudoso amigo João Batista da Trindade. Tal como no Extremo-Sudoeste, a cidade era carente de tudo, apesar de seus 18.000 habitantes, na época. Como deputado precisava estar sempre presente em suas bases, para não ser esquecido. Era a maneira de segurar os apoios, pois não passava pela minha cabeça a idéia de comprar diretórios, até porque não possuía dinheiro e não participava de esquemas espúrios, para tanto. Foi uma luta sem trégua, para ajudar os prefeitos a conseguir junto aos governadores Íris Resende Machado, Onofre Quinan e Henrique Santillo  e aos Deputados Federais, através de emendas ao orçamento da União, obras, para seus municípios. A lista de conquista é enorme. Por tudo, valeu a pena.  Não é possível enumerar todas as conquistas, mas faço um esforço para citar as principais. Cada uma tem uma história, uma espécie de senha, que somente eu e os prefeitos que me ajudaram podemos acessar, isto é, ter delas conhecimento minucioso, de todas as etapas de suas conquistas. Todas foram importantes, mas algumas marcaram mais, pelos seus significados, com foram os casos das Faculdades de Educação Ciências e Letras de Quirinópolis e de Itapuranga, FELCQ e FECLITA, respectivamente, minhas maiores realizações. A seguir, uma relação dos principais conquistas, em meus dois mandatos, como deputado estadual, que se tornaram possíveis graças ao empenho de prefeitos e lideranças municipais, que não devem ser esquecidos, pelas suas imprescindíveis participações.

 

Quirinópolis.

Asfaltamento de 60 km da rodovia GO-164, para Paranaíguara;

Asfaltamento de 110 km da GO-206, para Cachoeira Dourada;

Compromisso e alocação de recursos para o asfaltamento de

  65 km para Caçu;

Construção do Estádio Estadual Bichinho Vieira;

Viabilização e Instalação da Faculdade de Educação Ciências e Letras;

Construção do Colégio Estadual JK;

Doação de 120.000 metros quadrados de asfalto, para a pavimentação.

  do Conjunto Rio Preto e do Bairro da Cadeia;

Construção do Conjunto Rio Preto;

Construção do Conjunto Capelinha;

Construção de um graneleiro, no distrito de Gouvelândia;

Construção da Escola Quintiliano Leão;

Construção da Escola Corina Campos Leão;

Extensão de rede de água tratada para vários bairros;

Rede de energia elétrica do povoado do Tocozinho;

Construção de vários quilômetros de redes de energia elétrica,

  trifásicas e monofásicas em apoio à agricultura irrigada;

Instalação da Agência Regional da Secretaria Estadual de Saúde;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto para o

  distrito de Gouvelândia;

Instalação da CIRETRAN

 

Itapuranga.

Construção de 80 km de asfalto, ligando a Heitorai e Itaberai;

Construção e Instalação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras;

Construção do Colégio Agoncílio Ferreira;

Construção do Ginásio de Esportes;

Recursos para a duplicação das Avenidas da chegada da cidade;

Construção de 150 casas da Vila Mutirão;

Construção do Conjunto Alvorada;

Construção da ponte sobre o Rio Canastra;

Instalação de telefones s Distritos Guaraíta, Cibele e Diolândia;

Instalação de rede de iluminação pública em Cibele e São José.

Pavimentação de vários bairros;

Expansão da rede de água tratada para vários bairros;

Recursos e equipamentos para instalação  do Hospital Municipal

Doação de três tratores para o projeto de microbacias hidrográficas

  e lavoura comunitária;

Abertura da agência do Banco do Estado de Goiás, hoje Itaú.

Construção da escola do distrito de Guaraíta.

Instalação da CIRETRAN.

 

Maurilândia.

Construção de um Ginásio de Esportes;

Construção do Escritório da EMATER;

Abertura do Escritório da Secretaria de Agricultura;

Construção de uma ponte no Rio São Tomás;

Doação de uma ambulância;

Doação de uma viatura policial;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão do Ensino Segundo Grau;

Abertura do DETRAN.

Doação de asfalto urbano;

 

Paranaíguara.

Ligação asfáltica com Quirinópolis;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção do escritório da EMATER;

Instalação do escritório da DETRAN;

Reabertura do Hospital Municipal;

Doação de uma viatura policial;

Expansão do ensino Segundo Grau.

 

São Simão

Ligação asfáltica para Itaguaçu;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Expansão de rede elétrica para Vila Bela;

Expansão de ensino de Segundo Grau;

Construção de um ginásio de esportes;

Doação de uma viatura policial;

Instalação da CAIXEGO;

 

Cachoeira Alta

Construção de um ginásio de esportes;

Nova sede para o BEG;

 

Caçu

Ligação asfáltica para Itarumã;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção de sede escritório da EMATER;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão ensino de Segundo Grau;

Construção de Terminal Rodoviário;

Doação de asfalto urbano;

Ligações asfálticas da cidade à Go-206;

 

 

 

Itajá

Construção de um ginásio de Esportes;

Ligação asfáltica para Itarumã;

Ligação asfáltica para Aporé;

Ligação asfáltica para Lagoa Santa;

Ligação asfáltica para Cassilândia, via Zeca Pereira;

Duplicação da rodovia de acesso à cidade;

Construção de bueiro Ribeirão São João;

Ampliação de rede de energia elétrica urbana;

Parceria para construção de asfalto urbano;

Parceria para construção de redes pluviais;

Construção de rede energia elétrica para Olaria da Fumaça;

Instalação do DETRAN;

Construção da ponte Zeca Pereira, no rio Aporé;

Perfuração de poço artesiano e rede de distribuição de água de Lagoa Santa;

Construção do Terminal Rodoviário;

Doação de uma viatura policial;

Módulo esportivo com alambrado e vestiário;

 

Aporé

Construção de Terminal Rodoviário;

Rede de distribuição de água;

Ligação asfáltica com Cassilândia e Itajá;

Construção de ponte sobre rio Aporé;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

 

Gouvelândia

Construção de um graneleiro para 25.000 toneladas;

Construção do Hospital Municipal;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Iniciativa do projeto de Emancipação Política do Município;

Construção de um ginásio de esportes;

Ligação asfáltica para Cachoeira Dourada;

Ligação asfáltica para Quirinópolis;

Instalação do BEG;

Abertura da Agenfa Estadual;

Doação de uma viatura de polícia;

Convenio para construção da praça da igreja matriz.

 

 

 

 

 

 

 

 

  

As principais conquistas, por municípios.

 

 Eleito deputado estadual, em 1982, com aproximadamente 16 mil votos, quase que exclusivamente concentrados em Quirinópolis, Paranaíguara e Maurilândia, tinha como principal objetivo cumprir os compromissos de campanha e consolidar uma área de influência política de Quirinópolis, na região. Era preciso conquistar parceiros para fortalecer o poder de reivindicação regional, mas isto demandava muito trabalho. Os pontos de convergência eram: proximidade entre os municípios, que facilitava a interação e as carências a serem trabalhadas, como falta de infra-estruturas, baixos desempenhos de setores, como educação, saúde, segurança e de outras áreas a serem enfrentados, já que era acentuado o atraso no Extremo-Sudoeste Goiano.

No final do primeiro mandato, após muita dedicação, com uma equipe de trabalho montada, com gente da própria região, tinha conseguido muitos avanços. Para isso foi importante a ajuda, que sempre precisa ser lembrada, do ex-prefeito de Caçú, Abel Barbosa Guimarães, a época um grande líder da região, a quem tenho enorme dívida de gratidão, pois, através dele, pude ter acesso às lideranças de vários municípios e conquistar seus apoios, que resultaram em parcerias frutíferas, pelos benefícios canalizados para seus municípios e na garantia de em um segundo mandato na Assembléia de Goiás.

 Pude trabalhar ao lado de prefeitos como Sodino Viera de Carvalho, de Quirinópolis; Antonio Resende Sobrinho e José Carlos dos Santos, de Maurilândia; Cícero Gonçalves da Silva e Lázaro Soares de Aquino, de Paranaíguara; Oldack Musa dos Santos, de Caçú; Valdemar de Freitas Sampaio, de Itajá; Adão Alves dos Santos, de Aporé e uma plêiade de lideranças da região, cujos nomes eu pediria permissão para não citar, para não ser injusto com ninguém, já que não foram poucos os presidentes de diretórios partidários, presidentes de Câmaras Municipais, vereadores, presidentes de entidades, como sindicatos, cooperativas e outras que passaram a formar comigo uma rede de trabalho em prol da região.

 O sofrimento foi grande, para o cumprimento desta missão, posso garantir. Até hoje ouço queixas da minha própria família, de quem abri mão do convívio necessário, para dedicar aos mandatos de representação popular. Não foram poucas as madrugadas, sem dormir, por estradas ruins, para cumprir compromissos no interior, nos fins de semanas e voltar à Goiânia, ainda às segundas-feiras, ao plenário da Assembléia, onde deveria estar sempre presente, para não me tornar um deputado gazeteiro. No início não existiam estradas asfaltadas entre Quirinópolis e as cidades vizinhas de Gouvelândia, Inaciolândia, Cachoeira Dourada, Paranaíguara, São Simão, Caçú, Itarumã, Itajá, Lagoa Santa e Aporé. Longe da região Sudoeste estava Itapuranga, o quarto município da pequena base eleitoral da minha primeira eleição de deputado estadual. Para chegar  lá era preciso enfrentar um  longo trecho de estrada encascalhada e pedregosa, à partir de Itaberaí. O prefeito era o saudoso amigo João Batista da Trindade. Tal como no Extremo-Sudoeste, a cidade era carente de tudo, apesar de seus 18.000 habitantes, na época. Como deputado precisava estar sempre presente em suas bases, para não ser esquecido. Era a maneira de segurar os apoios, pois não passava pela minha cabeça a idéia de comprar diretórios, até porque não possuía dinheiro e não participava de esquemas espúrios, para tanto. Foi uma luta sem trégua, para ajudar os prefeitos a conseguir junto aos governadores Íris Resende Machado, Onofre Quinan e Henrique Santillo  e aos Deputados Federais, através de emendas ao orçamento da União, obras, para seus municípios. A lista de conquista é enorme. Por tudo, valeu a pena.  Não é possível enumerar todas as conquistas, mas faço um esforço para citar as principais. Cada uma tem uma história, uma espécie de senha, que somente eu e os prefeitos que me ajudaram podemos acessar, isto é, ter delas conhecimento minucioso, de todas as etapas de suas conquistas. Todas foram importantes, mas algumas marcaram mais, pelos seus significados, com foram os casos das Faculdades de Educação Ciências e Letras de Quirinópolis e de Itapuranga, FELCQ e FECLITA, respectivamente, minhas maiores realizações. A seguir, uma relação dos principais conquistas, em meus dois mandatos, como deputado estadual, que se tornaram possíveis graças ao empenho de prefeitos e lideranças municipais, que não devem ser esquecidos, pelas suas imprescindíveis participações.

 

Quirinópolis.

Asfaltamento de 60 km da rodovia GO-164, para Paranaíguara;

Asfaltamento de 110 km da GO-206, para Cachoeira Dourada;

Compromisso e alocação de recursos para o asfaltamento de

  65 km para Caçu;

Construção do Estádio Estadual Bichinho Vieira;

Viabilização e Instalação da Faculdade de Educação Ciências e Letras;

Construção do Colégio Estadual JK;

Doação de 120.000 metros quadrados de asfalto, para a pavimentação.

  do Conjunto Rio Preto e do Bairro da Cadeia;

Construção do Conjunto Rio Preto;

Construção do Conjunto Capelinha;

Construção de um graneleiro, no distrito de Gouvelândia;

Construção da Escola Quintiliano Leão;

Construção da Escola Corina Campos Leão;

Extensão de rede de água tratada para vários bairros;

Rede de energia elétrica do povoado do Tocozinho;

Construção de vários quilômetros de redes de energia elétrica,

  trifásicas e monofásicas em apoio à agricultura irrigada;

Instalação da Agência Regional da Secretaria Estadual de Saúde;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto para o

  distrito de Gouvelândia;

Instalação da CIRETRAN

 

Itapuranga.

Construção de 80 km de asfalto, ligando a Heitorai e Itaberai;

Construção e Instalação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras;

Construção do Colégio Agoncílio Ferreira;

Construção do Ginásio de Esportes;

Recursos para a duplicação das Avenidas da chegada da cidade;

Construção de 150 casas da Vila Mutirão;

Construção do Conjunto Alvorada;

Construção da ponte sobre o Rio Canastra;

Instalação de telefones s Distritos Guaraíta, Cibele e Diolândia;

Instalação de rede de iluminação pública em Cibele e São José.

Pavimentação de vários bairros;

Expansão da rede de água tratada para vários bairros;

Recursos e equipamentos para instalação  do Hospital Municipal

Doação de três tratores para o projeto de microbacias hidrográficas

  e lavoura comunitária;

Abertura da agência do Banco do Estado de Goiás, hoje Itaú.

Construção da escola do distrito de Guaraíta.

Instalação da CIRETRAN.

 

Maurilândia.

Construção de um Ginásio de Esportes;

Construção do Escritório da EMATER;

Abertura do Escritório da Secretaria de Agricultura;

Construção de uma ponte no Rio São Tomás;

Doação de uma ambulância;

Doação de uma viatura policial;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão do Ensino Segundo Grau;

Abertura do DETRAN.

Doação de asfalto urbano;

 

Paranaíguara.

Ligação asfáltica com Quirinópolis;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção do escritório da EMATER;

Instalação do escritório da DETRAN;

Reabertura do Hospital Municipal;

Doação de uma viatura policial;

Expansão do ensino Segundo Grau.

 

São Simão

Ligação asfáltica para Itaguaçu;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Expansão de rede elétrica para Vila Bela;

Expansão de ensino de Segundo Grau;

Construção de um ginásio de esportes;

Doação de uma viatura policial;

Instalação da CAIXEGO;

 

Cachoeira Alta

Construção de um ginásio de esportes;

Nova sede para o BEG;

 

Caçu

Ligação asfáltica para Itarumã;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção de sede escritório da EMATER;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão ensino de Segundo Grau;

Construção de Terminal Rodoviário;

Doação de asfalto urbano;

Ligações asfálticas da cidade à Go-206;

 

 

 

Itajá

Construção de um ginásio de Esportes;

Ligação asfáltica para Itarumã;

Ligação asfáltica para Aporé;

Ligação asfáltica para Lagoa Santa;

Ligação asfáltica para Cassilândia, via Zeca Pereira;

Duplicação da rodovia de acesso à cidade;

Construção de bueiro Ribeirão São João;

Ampliação de rede de energia elétrica urbana;

Parceria para construção de asfalto urbano;

Parceria para construção de redes pluviais;

Construção de rede energia elétrica para Olaria da Fumaça;

Instalação do DETRAN;

Construção da ponte Zeca Pereira, no rio Aporé;

Perfuração de poço artesiano e rede de distribuição de água de Lagoa Santa;

Construção do Terminal Rodoviário;

Doação de uma viatura policial;

Módulo esportivo com alambrado e vestiário;

 

Aporé

Construção de Terminal Rodoviário;

Rede de distribuição de água;

Ligação asfáltica com Cassilândia e Itajá;

Construção de ponte sobre rio Aporé;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

 

Gouvelândia

Construção de um graneleiro para 25.000 toneladas;

Construção do Hospital Municipal;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Iniciativa do projeto de Emancipação Política do Município;

Construção de um ginásio de esportes;

Ligação asfáltica para Cachoeira Dourada;

Ligação asfáltica para Quirinópolis;

Instalação do BEG;

Abertura da Agenfa Estadual;

Doação de uma viatura de polícia;

Convenio para construção da praça da igreja matriz.

 

 

 

 

 

 

 

 

  

As principais conquistas, por municípios.

 

 Eleito deputado estadual, em 1982, com aproximadamente 16 mil votos, quase que exclusivamente concentrados em Quirinópolis, Paranaíguara e Maurilândia, tinha como principal objetivo cumprir os compromissos de campanha e consolidar uma área de influência política de Quirinópolis, na região. Era preciso conquistar parceiros para fortalecer o poder de reivindicação regional, mas isto demandava muito trabalho. Os pontos de convergência eram: proximidade entre os municípios, que facilitava a interação e as carências a serem trabalhadas, como falta de infra-estruturas, baixos desempenhos de setores, como educação, saúde, segurança e de outras áreas a serem enfrentados, já que era acentuado o atraso no Extremo-Sudoeste Goiano.

No final do primeiro mandato, após muita dedicação, com uma equipe de trabalho montada, com gente da própria região, tinha conseguido muitos avanços. Para isso foi importante a ajuda, que sempre precisa ser lembrada, do ex-prefeito de Caçú, Abel Barbosa Guimarães, a época um grande líder da região, a quem tenho enorme dívida de gratidão, pois, através dele, pude ter acesso às lideranças de vários municípios e conquistar seus apoios, que resultaram em parcerias frutíferas, pelos benefícios canalizados para seus municípios e na garantia de em um segundo mandato na Assembléia de Goiás.

 Pude trabalhar ao lado de prefeitos como Sodino Viera de Carvalho, de Quirinópolis; Antonio Resende Sobrinho e José Carlos dos Santos, de Maurilândia; Cícero Gonçalves da Silva e Lázaro Soares de Aquino, de Paranaíguara; Oldack Musa dos Santos, de Caçú; Valdemar de Freitas Sampaio, de Itajá; Adão Alves dos Santos, de Aporé e uma plêiade de lideranças da região, cujos nomes eu pediria permissão para não citar, para não ser injusto com ninguém, já que não foram poucos os presidentes de diretórios partidários, presidentes de Câmaras Municipais, vereadores, presidentes de entidades, como sindicatos, cooperativas e outras que passaram a formar comigo uma rede de trabalho em prol da região.

 O sofrimento foi grande, para o cumprimento desta missão, posso garantir. Até hoje ouço queixas da minha própria família, de quem abri mão do convívio necessário, para dedicar aos mandatos de representação popular. Não foram poucas as madrugadas, sem dormir, por estradas ruins, para cumprir compromissos no interior, nos fins de semanas e voltar à Goiânia, ainda às segundas-feiras, ao plenário da Assembléia, onde deveria estar sempre presente, para não me tornar um deputado gazeteiro. No início não existiam estradas asfaltadas entre Quirinópolis e as cidades vizinhas de Gouvelândia, Inaciolândia, Cachoeira Dourada, Paranaíguara, São Simão, Caçú, Itarumã, Itajá, Lagoa Santa e Aporé. Longe da região Sudoeste estava Itapuranga, o quarto município da pequena base eleitoral da minha primeira eleição de deputado estadual. Para chegar  lá era preciso enfrentar um  longo trecho de estrada encascalhada e pedregosa, à partir de Itaberaí. O prefeito era o saudoso amigo João Batista da Trindade. Tal como no Extremo-Sudoeste, a cidade era carente de tudo, apesar de seus 18.000 habitantes, na época. Como deputado precisava estar sempre presente em suas bases, para não ser esquecido. Era a maneira de segurar os apoios, pois não passava pela minha cabeça a idéia de comprar diretórios, até porque não possuía dinheiro e não participava de esquemas espúrios, para tanto. Foi uma luta sem trégua, para ajudar os prefeitos a conseguir junto aos governadores Íris Resende Machado, Onofre Quinan e Henrique Santillo  e aos Deputados Federais, através de emendas ao orçamento da União, obras, para seus municípios. A lista de conquista é enorme. Por tudo, valeu a pena.  Não é possível enumerar todas as conquistas, mas faço um esforço para citar as principais. Cada uma tem uma história, uma espécie de senha, que somente eu e os prefeitos que me ajudaram podemos acessar, isto é, ter delas conhecimento minucioso, de todas as etapas de suas conquistas. Todas foram importantes, mas algumas marcaram mais, pelos seus significados, com foram os casos das Faculdades de Educação Ciências e Letras de Quirinópolis e de Itapuranga, FELCQ e FECLITA, respectivamente, minhas maiores realizações. A seguir, uma relação dos principais conquistas, em meus dois mandatos, como deputado estadual, que se tornaram possíveis graças ao empenho de prefeitos e lideranças municipais, que não devem ser esquecidos, pelas suas imprescindíveis participações.

 

Quirinópolis.

Asfaltamento de 60 km da rodovia GO-164, para Paranaíguara;

Asfaltamento de 110 km da GO-206, para Cachoeira Dourada;

Compromisso e alocação de recursos para o asfaltamento de

  65 km para Caçu;

Construção do Estádio Estadual Bichinho Vieira;

Viabilização e Instalação da Faculdade de Educação Ciências e Letras;

Construção do Colégio Estadual JK;

Doação de 120.000 metros quadrados de asfalto, para a pavimentação.

  do Conjunto Rio Preto e do Bairro da Cadeia;

Construção do Conjunto Rio Preto;

Construção do Conjunto Capelinha;

Construção de um graneleiro, no distrito de Gouvelândia;

Construção da Escola Quintiliano Leão;

Construção da Escola Corina Campos Leão;

Extensão de rede de água tratada para vários bairros;

Rede de energia elétrica do povoado do Tocozinho;

Construção de vários quilômetros de redes de energia elétrica,

  trifásicas e monofásicas em apoio à agricultura irrigada;

Instalação da Agência Regional da Secretaria Estadual de Saúde;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto para o

  distrito de Gouvelândia;

Instalação da CIRETRAN

 

Itapuranga.

Construção de 80 km de asfalto, ligando a Heitorai e Itaberai;

Construção e Instalação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras;

Construção do Colégio Agoncílio Ferreira;

Construção do Ginásio de Esportes;

Recursos para a duplicação das Avenidas da chegada da cidade;

Construção de 150 casas da Vila Mutirão;

Construção do Conjunto Alvorada;

Construção da ponte sobre o Rio Canastra;

Instalação de telefones s Distritos Guaraíta, Cibele e Diolândia;

Instalação de rede de iluminação pública em Cibele e São José.

Pavimentação de vários bairros;

Expansão da rede de água tratada para vários bairros;

Recursos e equipamentos para instalação  do Hospital Municipal

Doação de três tratores para o projeto de microbacias hidrográficas

  e lavoura comunitária;

Abertura da agência do Banco do Estado de Goiás, hoje Itaú.

Construção da escola do distrito de Guaraíta.

Instalação da CIRETRAN.

 

Maurilândia.

Construção de um Ginásio de Esportes;

Construção do Escritório da EMATER;

Abertura do Escritório da Secretaria de Agricultura;

Construção de uma ponte no Rio São Tomás;

Doação de uma ambulância;

Doação de uma viatura policial;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão do Ensino Segundo Grau;

Abertura do DETRAN.

Doação de asfalto urbano;

 

Paranaíguara.

Ligação asfáltica com Quirinópolis;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção do escritório da EMATER;

Instalação do escritório da DETRAN;

Reabertura do Hospital Municipal;

Doação de uma viatura policial;

Expansão do ensino Segundo Grau.

 

São Simão

Ligação asfáltica para Itaguaçu;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Expansão de rede elétrica para Vila Bela;

Expansão de ensino de Segundo Grau;

Construção de um ginásio de esportes;

Doação de uma viatura policial;

Instalação da CAIXEGO;

 

Cachoeira Alta

Construção de um ginásio de esportes;

Nova sede para o BEG;

 

Caçu

Ligação asfáltica para Itarumã;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção de sede escritório da EMATER;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão ensino de Segundo Grau;

Construção de Terminal Rodoviário;

Doação de asfalto urbano;

Ligações asfálticas da cidade à Go-206;

 

 

 

Itajá

Construção de um ginásio de Esportes;

Ligação asfáltica para Itarumã;

Ligação asfáltica para Aporé;

Ligação asfáltica para Lagoa Santa;

Ligação asfáltica para Cassilândia, via Zeca Pereira;

Duplicação da rodovia de acesso à cidade;

Construção de bueiro Ribeirão São João;

Ampliação de rede de energia elétrica urbana;

Parceria para construção de asfalto urbano;

Parceria para construção de redes pluviais;

Construção de rede energia elétrica para Olaria da Fumaça;

Instalação do DETRAN;

Construção da ponte Zeca Pereira, no rio Aporé;

Perfuração de poço artesiano e rede de distribuição de água de Lagoa Santa;

Construção do Terminal Rodoviário;

Doação de uma viatura policial;

Módulo esportivo com alambrado e vestiário;

 

Aporé

Construção de Terminal Rodoviário;

Rede de distribuição de água;

Ligação asfáltica com Cassilândia e Itajá;

Construção de ponte sobre rio Aporé;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

 

Gouvelândia

Construção de um graneleiro para 25.000 toneladas;

Construção do Hospital Municipal;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Iniciativa do projeto de Emancipação Política do Município;

Construção de um ginásio de esportes;

Ligação asfáltica para Cachoeira Dourada;

Ligação asfáltica para Quirinópolis;

Instalação do BEG;

Abertura da Agenfa Estadual;

Doação de uma viatura de polícia;

Convenio para construção da praça da igreja matriz.

 

 

 

 

 

 

 

 

  

As principais conquistas, por municípios.

 

 Eleito deputado estadual, em 1982, com aproximadamente 16 mil votos, quase que exclusivamente concentrados em Quirinópolis, Paranaíguara e Maurilândia, tinha como principal objetivo cumprir os compromissos de campanha e consolidar uma área de influência política de Quirinópolis, na região. Era preciso conquistar parceiros para fortalecer o poder de reivindicação regional, mas isto demandava muito trabalho. Os pontos de convergência eram: proximidade entre os municípios, que facilitava a interação e as carências a serem trabalhadas, como falta de infra-estruturas, baixos desempenhos de setores, como educação, saúde, segurança e de outras áreas a serem enfrentados, já que era acentuado o atraso no Extremo-Sudoeste Goiano.

No final do primeiro mandato, após muita dedicação, com uma equipe de trabalho montada, com gente da própria região, tinha conseguido muitos avanços. Para isso foi importante a ajuda, que sempre precisa ser lembrada, do ex-prefeito de Caçú, Abel Barbosa Guimarães, a época um grande líder da região, a quem tenho enorme dívida de gratidão, pois, através dele, pude ter acesso às lideranças de vários municípios e conquistar seus apoios, que resultaram em parcerias frutíferas, pelos benefícios canalizados para seus municípios e na garantia de em um segundo mandato na Assembléia de Goiás.

 Pude trabalhar ao lado de prefeitos como Sodino Viera de Carvalho, de Quirinópolis; Antonio Resende Sobrinho e José Carlos dos Santos, de Maurilândia; Cícero Gonçalves da Silva e Lázaro Soares de Aquino, de Paranaíguara; Oldack Musa dos Santos, de Caçú; Valdemar de Freitas Sampaio, de Itajá; Adão Alves dos Santos, de Aporé e uma plêiade de lideranças da região, cujos nomes eu pediria permissão para não citar, para não ser injusto com ninguém, já que não foram poucos os presidentes de diretórios partidários, presidentes de Câmaras Municipais, vereadores, presidentes de entidades, como sindicatos, cooperativas e outras que passaram a formar comigo uma rede de trabalho em prol da região.

 O sofrimento foi grande, para o cumprimento desta missão, posso garantir. Até hoje ouço queixas da minha própria família, de quem abri mão do convívio necessário, para dedicar aos mandatos de representação popular. Não foram poucas as madrugadas, sem dormir, por estradas ruins, para cumprir compromissos no interior, nos fins de semanas e voltar à Goiânia, ainda às segundas-feiras, ao plenário da Assembléia, onde deveria estar sempre presente, para não me tornar um deputado gazeteiro. No início não existiam estradas asfaltadas entre Quirinópolis e as cidades vizinhas de Gouvelândia, Inaciolândia, Cachoeira Dourada, Paranaíguara, São Simão, Caçú, Itarumã, Itajá, Lagoa Santa e Aporé. Longe da região Sudoeste estava Itapuranga, o quarto município da pequena base eleitoral da minha primeira eleição de deputado estadual. Para chegar  lá era preciso enfrentar um  longo trecho de estrada encascalhada e pedregosa, à partir de Itaberaí. O prefeito era o saudoso amigo João Batista da Trindade. Tal como no Extremo-Sudoeste, a cidade era carente de tudo, apesar de seus 18.000 habitantes, na época. Como deputado precisava estar sempre presente em suas bases, para não ser esquecido. Era a maneira de segurar os apoios, pois não passava pela minha cabeça a idéia de comprar diretórios, até porque não possuía dinheiro e não participava de esquemas espúrios, para tanto. Foi uma luta sem trégua, para ajudar os prefeitos a conseguir junto aos governadores Íris Resende Machado, Onofre Quinan e Henrique Santillo  e aos Deputados Federais, através de emendas ao orçamento da União, obras, para seus municípios. A lista de conquista é enorme. Por tudo, valeu a pena.  Não é possível enumerar todas as conquistas, mas faço um esforço para citar as principais. Cada uma tem uma história, uma espécie de senha, que somente eu e os prefeitos que me ajudaram podemos acessar, isto é, ter delas conhecimento minucioso, de todas as etapas de suas conquistas. Todas foram importantes, mas algumas marcaram mais, pelos seus significados, com foram os casos das Faculdades de Educação Ciências e Letras de Quirinópolis e de Itapuranga, FELCQ e FECLITA, respectivamente, minhas maiores realizações. A seguir, uma relação dos principais conquistas, em meus dois mandatos, como deputado estadual, que se tornaram possíveis graças ao empenho de prefeitos e lideranças municipais, que não devem ser esquecidos, pelas suas imprescindíveis participações.

 

Quirinópolis.

Asfaltamento de 60 km da rodovia GO-164, para Paranaíguara;

Asfaltamento de 110 km da GO-206, para Cachoeira Dourada;

Compromisso e alocação de recursos para o asfaltamento de

  65 km para Caçu;

Construção do Estádio Estadual Bichinho Vieira;

Viabilização e Instalação da Faculdade de Educação Ciências e Letras;

Construção do Colégio Estadual JK;

Doação de 120.000 metros quadrados de asfalto, para a pavimentação.

  do Conjunto Rio Preto e do Bairro da Cadeia;

Construção do Conjunto Rio Preto;

Construção do Conjunto Capelinha;

Construção de um graneleiro, no distrito de Gouvelândia;

Construção da Escola Quintiliano Leão;

Construção da Escola Corina Campos Leão;

Extensão de rede de água tratada para vários bairros;

Rede de energia elétrica do povoado do Tocozinho;

Construção de vários quilômetros de redes de energia elétrica,

  trifásicas e monofásicas em apoio à agricultura irrigada;

Instalação da Agência Regional da Secretaria Estadual de Saúde;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto para o

  distrito de Gouvelândia;

Instalação da CIRETRAN

 

Itapuranga.

Construção de 80 km de asfalto, ligando a Heitorai e Itaberai;

Construção e Instalação da Faculdade de Educação, Ciências e Letras;

Construção do Colégio Agoncílio Ferreira;

Construção do Ginásio de Esportes;

Recursos para a duplicação das Avenidas da chegada da cidade;

Construção de 150 casas da Vila Mutirão;

Construção do Conjunto Alvorada;

Construção da ponte sobre o Rio Canastra;

Instalação de telefones s Distritos Guaraíta, Cibele e Diolândia;

Instalação de rede de iluminação pública em Cibele e São José.

Pavimentação de vários bairros;

Expansão da rede de água tratada para vários bairros;

Recursos e equipamentos para instalação  do Hospital Municipal

Doação de três tratores para o projeto de microbacias hidrográficas

  e lavoura comunitária;

Abertura da agência do Banco do Estado de Goiás, hoje Itaú.

Construção da escola do distrito de Guaraíta.

Instalação da CIRETRAN.

 

Maurilândia.

Construção de um Ginásio de Esportes;

Construção do Escritório da EMATER;

Abertura do Escritório da Secretaria de Agricultura;

Construção de uma ponte no Rio São Tomás;

Doação de uma ambulância;

Doação de uma viatura policial;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão do Ensino Segundo Grau;

Abertura do DETRAN.

Doação de asfalto urbano;

 

Paranaíguara.

Ligação asfáltica com Quirinópolis;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção do escritório da EMATER;

Instalação do escritório da DETRAN;

Reabertura do Hospital Municipal;

Doação de uma viatura policial;

Expansão do ensino Segundo Grau.

 

São Simão

Ligação asfáltica para Itaguaçu;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Expansão de rede elétrica para Vila Bela;

Expansão de ensino de Segundo Grau;

Construção de um ginásio de esportes;

Doação de uma viatura policial;

Instalação da CAIXEGO;

 

Cachoeira Alta

Construção de um ginásio de esportes;

Nova sede para o BEG;

 

Caçu

Ligação asfáltica para Itarumã;

Construção de um ginásio de esportes;

Construção de sede escritório da EMATER;

Construção da Vila Mutirão;

Expansão ensino de Segundo Grau;

Construção de Terminal Rodoviário;

Doação de asfalto urbano;

Ligações asfálticas da cidade à Go-206;

 

 

 

Itajá

Construção de um ginásio de Esportes;

Ligação asfáltica para Itarumã;

Ligação asfáltica para Aporé;

Ligação asfáltica para Lagoa Santa;

Ligação asfáltica para Cassilândia, via Zeca Pereira;

Duplicação da rodovia de acesso à cidade;

Construção de bueiro Ribeirão São João;

Ampliação de rede de energia elétrica urbana;

Parceria para construção de asfalto urbano;

Parceria para construção de redes pluviais;

Construção de rede energia elétrica para Olaria da Fumaça;

Instalação do DETRAN;

Construção da ponte Zeca Pereira, no rio Aporé;

Perfuração de poço artesiano e rede de distribuição de água de Lagoa Santa;

Construção do Terminal Rodoviário;

Doação de uma viatura policial;

Módulo esportivo com alambrado e vestiário;

 

Aporé

Construção de Terminal Rodoviário;

Rede de distribuição de água;

Ligação asfáltica com Cassilândia e Itajá;

Construção de ponte sobre rio Aporé;

Doação de 20.000 metros quadrados de asfalto urbano;

 

Gouvelândia

Construção de um graneleiro para 25.000 toneladas;

Construção do Hospital Municipal;

Doação de 10.000 metros quadrados de asfalto urbano;

Iniciativa do projeto de Emancipação Política do Município;

Construção de um ginásio de esportes;

Ligação asfáltica para Cachoeira Dourada;

Ligação asfáltica para Quirinópolis;

Instalação do BEG;

Abertura da Agenfa Estadual;

Doação de uma viatura de polícia;

Convenio para construção da praça da igreja matriz.

Coronel Jacinto Honório da Silva - o patrono de Quirinópolis

 Coronel Jacinto Honório da Silva - o patrono de Quirinópolis


Entre os maiores líderes e benfeitores de Quirinópolis, destacou-se Jacinto Honório da Silva, um paulista da cidade de Franca, que nasceu em 1887 e por aqui chegou, no começo do século XX. Era amigo e companheiro do Coronel José Quirino Cardoso, outro baluarte da fundação da cidade, do qual, mais tarde tornou-se genro, unindo as duas famílias pioneiras do lugar.

Ainda jovem, participou da comissão de fundação da velha igreja matriz, considerado marco principal da fundação da cidade de Quirinópolis, como tesoureiro, ao lado do presidente Padre Mariano, de seu sogro, o vice-presidente José Quirino Cardoso e do coronel Antônio Rodrigues Pereira. Ao seu trabalho como tesoureiro se referiu o Coronel Antônio Rodrigues, ao solicitar que se constasse em ata da fundação da igreja, um voto de louvor, ao jovem Capitão Jacinto Honório, pela sua dedicação à arrecadação de fundos, inclusive em terras mineiras.

Com a morte de seu sogro, em 1919, aos 49 anos, poucos meses antes da inauguração da igreja, pela qual tanto se dedicou, desaparecia a figura do velho líder José Quirino Cardoso, que marcou sua passagem como juiz distrital, grande pecuarista e agente ativo do desenvolvimento do Distrito de Nossa Senhora D'Abadia do Paranaíba. Em ordem natural de sucessão, crescia a influência do Cel. Jacinto, desde então, um respeitado líder comunitário.

Em 1931, a Câmara Municipal de Rio Verde mudou o nome do Distrito para Quirinópolis, com o apoio e entusiasmo do agora Coronel Jacinto, em reconhecimento do valor do antigo líder José Quirino Cardoso e sua família.

Em 1930, ocorreu o movimento revolucionário da Aliança Liberal, em Goiás, liderado pelo Dr. Pedro Ludovico. Este se desenrolou inicialmente em terras quirinopolinas, com apoio moral e financeiro dos coronéis Antônio Rodrigues Pereira e Jacinto Honório. O apoio fechado dos ricos coronéis de Quirinópolis, conhecidos e respeitados em toda a região Sudoeste, foi importante no processo de implantação da revolução da Aliança Liberal, por fortalecer o Dr. Pedro Ludovico Teixeira, em seu objetivo de desbancar do poder o Senador Antônio Ramos Caiado, o Totó Caiado, chefe político de Província, desde 1910, e seu intendente Frederico Gonzaga Jaime, em Rio Verde. Este apoio rendeu a gratidão de Dr. Pedro, logo elevado à condição de interventor em Goiás.

Em 1937 a cidade de Quirinópolis já contava com boa estrutura urbana, estava ligada por rodovias ao resto do país e entre sua população havia pessoas de formação universitária, como o médico Sizenando Martins e o farmacêutico Gilberto D`Aparecida Ferreira, que aqui residiam e trabalhavam. Com eles se reuniu o Coronel Jacinto Honório, na casa do primeiro, quando o médico lançou a ideia da emancipação do Distrito, hipótese imediatamente aceita e colocada a público. Em 1940, dava-se o início às obras da cadeia e do alojamento para os soldados, com o apoio financeiro do Coronel Jacinto e do fazendeiro Antônio Estevão de Oliveira, sob a administração do farmacêutico Gilberto D'Abadia Ferreira, fato que fortaleceu o movimento pela emancipação. Após a inauguração destas obras, em 1942, exercendo sua condição de líder Jacinto Honório, com apoio de toda a comunidade, em sábia decisão, deu a Adolfo José da Abadia a missão de levar uma carta pela emancipação e de empenhar-se junto ao Dr. Pedro Ludovico, dado que este era seu amigo pessoal, desde época em que eram estudantes secundaristas, no Rio de Janeiro. Na carta evidenciava o desenvolvimento alcançado pelo Distrito e expressava seu desejo de vê-lo emancipado. Em resposta, o Governador de Goiás disse que ele seria o advogado da causa e que no momento oportuno Quirinópolis seria emancipada. Não tardou, em 31 de dezembro de 1943, a promessa foi cumprida. Em 22 de janeiro de 1944 deu-se a instalação do município.

Coube ao Coronel Jacinto Honório a responsabilidade maior na consolidação do novo município. Para tanto fez a festa de comemoração da instalação do município em sua fazenda, onde recebeu o Exmo. Presidente do Tribunal de Apelação de Goiás, que representou o Dr Pedro Ludovico, na solenidade. Na ocasião o Coronel pediu a nomeação de seu filho José Jacinto da Silva, para assumir a difícil tarefa de primeiro prefeito da cidade. Após seis meses de trabalho estrutural, o Juca, como era conhecido, afastou-se, mas coube ao Coronel a indicação de seu substituto, desta vez o amigo Gilberto D'Abadia, a quem doou uma casa para sede da prefeitura. Um ano após a emancipação, recebeu o amigo Dr. Pedro Ludovico, para a festa do aniversário do município, por ele patrocinada.

Com o fim da era Vargas foram realizadas eleições para os governos estaduais. Em Goiás deixou o poder o Dr. Pedro Ludovico, mas em Quirinópolis continuou grande a influência do Coronel Jacinto Honório.

Em sua residência, nas proximidades do Rio São Francisco, no caminho para o Paredão e Sete Lagoas, em reuniões frequentes, tomava-se as principais decisões de interesse para a comunidade quirinopolina. O Partido Social Democrático – PSD, mantinha-se no poder por longos anos, sob a influencia do poderoso líder. Na prefeitura sucediam-se seus amigos e correligionários, entre eles Garibaldi Teixeira e Helio Campos Leão. Foi na sua fazenda que se aportou o prefeito Hélio Leão, em 1954, para consultar com o velho chefe, então presidente do PSD, sob seu plano de anular a ameaça da oposição nas eleições que se aproximavam, com seu afastamento para que João Batista Rocha, aliado, do Partido Trabalhista Brasileiro - PTB, então presidente da Câmara, assumisse a prefeitura e se tornasse inelegível, evitando assim uma divisão de forças aliadas, com sua candidatura e a eminente derrota dos aliados, para a União Democrática Nacional-UDN. O plano foi aprovado e desta forma o candidato Joaquim Quirino, do PSD, pode derrotar o forte João Gonzaga Jaime, da UDN.

Em 1958, aos 71 anos, veio a falecer. Sua história confunde-se com a história da cidade que ajudou a construir. Foi pioneiro, grande líder e benfeitor de Quirinópolis. O mais importante dos coronéis da região. Homem de muitos negócios, rico fazendeiro, invernista e grande comerciante de gado. Honesto e respeitado chefe político regional. Assumiu com responsabilidade os grandes desafios públicos da cidade, desde os primeiros dias de sua fundação. Foi o grande condutor da emancipação e cuidou incansavelmente das etapas de consolidação do novo município, até que alcançasse a dimensão que alcançou, na plenitude de seu desenvolvimento. Enquanto viveu comandou de forma altaneira e soberana, a política quirinopolina, sem dar chances aos seus adversários.