quarta-feira, 17 de junho de 2020

O milagre de N S d'Abadia


Imagem de Nossa Senhora D'Abadia, santa padroeira de Quirinópolis


Era o ano de 1961. Tinha 10 anos. Meu pai, Francisco Rosa Ribeiro, o Chico Preto. foi acometido de uma forte crise de vômitos. com grande perda de sangue pelas vias digestivas.

Já era noite, quando ocorreu o mal súbito. Em completo esfalecimento, foi socoprrido pela minha mãe.  Olina ,  que o levou  ao Hospital São Francisco, oncde foi atendido pelo seu amigo, Dr Cassiano Borges Neto .

Na manhã do dia seguinte, minha mãe,   que havia deixado na fazenda os filhos  Aldo e Anãdio, foi avisar aos nossos avós o acontecido e deixou com eles o meu irmão mais novo. Arnaldo.

Assim que minha mãe saiu,  fui correndo ao hospital. Ao chegar, empurrei a porta do leito em que meu pai se encontrava. Vi que ele estava deitado de costas,  muito cansado, com a boca semi-aberta, olhos fechados, com uma mangueira no nariz e outra com sangue em seu braço.

 Nunca tinha visto cena horrivel como aquela. Percebi que era grave a situação dele.  az
Afastei-me dalí  chorando.  com  a impreessão que meu pai ia morrer. Fui tomado por completo desespero.

Apesar de minha pouca idadc,  9 amos. tinha muito medo do que poderia acontecer e, como filho mais velho,  estava consciente da falta que ia nos fazer a possível perda dc meu pai.

Voltei depresssa para a casa dos meus avós. Não cessava a forte ansiedade e a vontade de chorar,  até que veio a notícia de que ele seria levado de avião para Uberlândia. Sem conseguir pensar noutra coisa,  fiquei esperando por este recurso, solicitado  pelo tio Antonio Bernardo,  que  vinha de Itumbiara para levá-lo para Uberlândia.

Assim que o avião subiu, lembrei-me de pedir socorro para  Nossa Senhora D'Abadia, santa da devoção católica, com quem me apeguei. Tomei a mão do meu irmão Arnaldo, que tinha menos de três anos, para que fosse comigo rezar pelo nosso pai, que ia  muito mal naquele avião. Fomos para traz de uma cazinha  de porcos, no fundo do quintal,  onde ajoelhamos juntos e eu prometi em choro, a Santa Mãe de Deus, que se meu pai voltasse com vida, assim que chegasse iria contar para ele, e juntos.  deveriámos, por nove anos seguidos, participar da  novena da Nossa Senhora  d' Abadia.

Depois da promessa, senti um alívio. Fui tomado por uma sensação de grande segurança e tive a certeza que meu pai voltaria vivo. Já não precisava chorar mais. Estava tudo nas mãos do médicos e de Deus. Só queria  abraçar meu irmão, para que também tovesse aquela confiança. Papai vai voltar curado!

Mais tarde veio a notícia que  o avião teve   problemas e não pode prosseguir - desceram em Itumbiara. Acompanhado pela minha mãe e pelo referido tio,  que também estava na viagem de socorro, tomaram um taxi e foram para Uberlândia. 

Mas, para alegria de todos, a primeira notícia que rcebemos era a de que  meu pai estava melhor, consciente, não tinha mais hemorragia. Jā chegou bem a Uberlândia.  No mádico, após radiografias, viu-se que  era uma úlcera duodenal e que ja estava em processo de cicatrização. A minha reação foi correr para abraçar meu irmão, longe de meus avós, que  não precisavam saber de nada.

Como pedimos,  meu pai voltou curado. Para muitos a glória foi do Dr. Borges, que dominou o sangramento. Mas, para mim, havia uma certeza - a glória era da Santa Mãe de Deus, que já tinha me avisado da cura.

 O milagre aconteceu com o nsso pedido. Foi Deus e  N. Sa. D´Abadia. Ela não só  salvou a vida de nosso pai, mas garantiu  a ele longa existência, com saúde e muita proteção. Suas  graças foram extensididas  a toda família, que foi presenteada pela companhia do querido pai,   que viveu conosco até  seus quase 100 anos. 





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