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| Imagem de Nossa Senhora D'Abadia, santa padroeira de Quirinópolis |
Era
o ano de 1961. Tinha 10 anos. Meu pai, Francisco Rosa Ribeiro, o Chico Preto. foi acometido de uma forte crise de vômitos. com grande perda de sangue pelas vias digestivas.
Já era noite, quando ocorreu o mal súbito. Em completo esfalecimento, foi socoprrido pela minha mãe. Olina , que o levou ao Hospital São Francisco, oncde foi atendido pelo seu amigo, Dr Cassiano Borges Neto .
Na manhã do dia seguinte, minha mãe, que havia deixado na fazenda os filhos Aldo e Anãdio, foi avisar aos nossos avós o acontecido e deixou com eles o meu irmão mais novo. Arnaldo.
Assim que minha mãe saiu, fui correndo ao hospital. Ao chegar, empurrei a porta do leito em que
meu pai se encontrava. Vi que ele estava deitado de costas, muito cansado, com a boca semi-aberta, olhos fechados, com uma mangueira no nariz e outra com
sangue em seu braço.
Nunca tinha visto cena horrivel como aquela. Percebi que era grave a situação dele. az
Afastei-me dalí chorando. com a impreessão que meu pai ia morrer. Fui tomado por completo desespero.
Apesar de
minha pouca idadc, 9 amos. tinha muito medo do que poderia acontecer e, como filho mais velho, estava consciente da falta que ia nos fazer a possível
perda dc meu pai.
Voltei
depresssa para a casa dos meus avós. Não cessava a forte ansiedade e a vontade de chorar, até que veio a notícia de que ele seria levado de
avião para Uberlândia. Sem conseguir pensar noutra coisa, fiquei esperando por este recurso, solicitado pelo tio Antonio Bernardo, que vinha de Itumbiara para levá-lo para Uberlândia.
Assim
que o avião subiu, lembrei-me de pedir socorro para Nossa Senhora D'Abadia, santa da devoção católica, com quem me apeguei. Tomei a mão do meu irmão Arnaldo, que
tinha menos de três anos, para que fosse comigo rezar pelo
nosso pai, que ia muito mal naquele avião. Fomos para traz de uma cazinha de porcos, no fundo do
quintal, onde ajoelhamos juntos e eu prometi em choro, a Santa Mãe de Deus,
que se meu pai voltasse com vida, assim que chegasse iria contar para
ele, e juntos. deveriámos, por nove anos seguidos, participar
da novena da Nossa Senhora d' Abadia.
Depois
da promessa, senti um alívio. Fui tomado por uma sensação de grande segurança e tive a certeza que meu pai
voltaria vivo. Já não precisava chorar mais. Estava tudo nas mãos do médicos e de Deus. Só queria abraçar meu irmão, para que também tovesse aquela confiança. Papai vai voltar curado!
Mais tarde veio a notícia que o avião teve problemas e não pode prosseguir - desceram em Itumbiara. Acompanhado pela minha mãe e pelo referido tio, que também estava na viagem de socorro, tomaram um taxi e foram para Uberlândia.
Mas, para alegria de todos, a primeira notícia que rcebemos era a de que meu pai estava melhor, consciente, não tinha mais hemorragia. Jā chegou bem a Uberlândia. No mádico, após radiografias, viu-se que era uma úlcera duodenal e que ja estava em processo de cicatrização. A minha reação foi correr para abraçar meu irmão,
longe de meus avós, que não precisavam saber de nada.
Como pedimos, meu pai voltou curado. Para muitos a
glória foi do Dr. Borges, que dominou o sangramento. Mas, para mim,
havia uma certeza - a glória era da Santa Mãe de Deus, que já
tinha me avisado da cura.
O milagre aconteceu com o nsso pedido. Foi Deus e N. Sa. D´Abadia. Ela não só salvou a vida de nosso pai, mas garantiu a ele longa
existência, com saúde e muita proteção. Suas graças foram extensididas a toda família, que foi presenteada pela companhia do querido pai, que viveu conosco até seus quase 100 anos.

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