sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Marconi poderá liderar movimento por federalização de presídios e por nova política de segurança no Brasil


Mais um estado é vítima de facções ligadas ao crime organizado ou ao tráfico de drogas na luta  pelo empoderamento dentro dos presídios de onde controlam os seus negócios e interesses. O saldo da rebelião de Aparecida foi de várias mortes e um grande estresse institucional, pois os problemas do sistema prisional e da segurança são quase sempre complexos e graves.

A ministra Carmem Lúcia, que é presidente do STF e do  Conselho Nacional de Justiça, CNJ, virá a Goiás por solicitação  do governador que vê claramente no episódio a possibilidade de ajudar o seu estado e o país, ao chamar a atenção de instituições, como as citadas, o Ministério Público, a OAB, assim como do Congresso Nacional, sob o olhar da imprensa nacional e das redes sociais que não cansam de repercutir a falência do sistema prisional e da segurança no país.

Carmem Lúcia já anunciou que discutirá a crise penitenciária em reunião com ministro da justiça e governadores. Marconi que já é considerado um 'player' na discussão de vários questões  nacionais, ao liderar governadores e muitas vezes ao ser consultado pelo próprio presidente da república poderá ser o protagonista de um nova e importante decisão.

Hoje, os estados são os responsáveis por presídios e pela política e gestão da segurança, que como se sabe está cada vez mais contaminada por problemas que se agravam rapidamente, extrapolam as fronteiras estaduais e são de clara responsabilidade do Governo Federal, que finge estar ajudando, ao repassar pequenas parcelas de recursos em relação ao montante que gastam os estados. Estes comprometem  cada vez mais recursos que não poderiam gastar, pois precisam deles para investimentos e acudir outras questões sociais, por exemplo, nos campos da  educação e da saúde, que estão na origem e na relação direta  com a violência e os problemas da segurança que assolam o país. Para alguns estados, até mesmo para acudir o pagamento de servidores.

Como o crime organizado atua no país inteiro e desafia cada vez mais a União, somente uma liderança com muita credibilidade poderá ajudar a  mudar este quadro, que exige decisões imediatas e investimentos a curtíssimo prazo. Marconi poderá se consagrar ao liderar um movimento nacional que oxalá resulte no fortalecimento da parceria com a União, na criação de um ministério da segurança, na federalização de presídios e na coordenação de uma política para mudar o panorama da segurança pública nacional

Vamos acompanhar os fatos.

                                    Por Ângelo Rosa, em 03/01/18.

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