sexta-feira, 10 de junho de 2016

Você acredita que Dilma escape do impeachment?



Irregularidades nas contas de 2015

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) listou recentemente 17 indícios de irregularidades nas contas de 2015 da presidente Dilma Rousseff, inclusive com um novo registro de operação de crédito vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

O conjunto de problemas será submetido ao pleno do TCU, mas aponta na direção de um parecer pela rejeição das contas de 2015, o que repetiria o ocorrido em 2014.
As “Pedaladas” e Decretos de créditos suplementares, também são listados entre os 17 indícios de irregularidades.

Os técnicos apontam uma novidade: uma estranha operação de crédito envolvendo o Banco da Amazônia, que tem a União como maior acionista. Conforme o relatório, o Tesouro se comprometeu a aumentar o capital do banco em R$ 1 bilhão, com depósitos em dinheiro. Esse aporte teria ocorrido com títulos públicos. O banco fez uma operação compromissada para vender os títulos, obter o dinheiro e recomprar os títulos em um dia. A interpretação dos auditores é que a instituição financeira acabou pegando um empréstimo para cobrir obrigação que era da União, o que é vedado na LRF.

O plenário do TCU aprovou parecer pela rejeição das contas de 2014 em outubro do ano passado, o que turbinou o pedido de impeachment da presidente. O Ministério Público de Contas e área e técnica do TCU apontam irregularidades também em 2015. A suposta repetição de “pedaladas” e decretos em 2015 embasou o impeachment. Estas e outras irregularidades constam da lista de irregularidades de 2015. A palavra final sobre a rejeição das contas é do Congresso, mas a decisão sobre o impeachment é do Senado Federal.

                                                   Com base no texto de  Vinicius Sassine e Lauro Neto - O Globo

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